COMIDA MAIS CARA

Inflação de alimentos sobe a 1,33% e alerta o agronegócio

Gráfico de inflação de alimentos com seta para cima.
A alta nos preços dos alimentos pressiona o orçamento familiar.

Grupo de alimentos e bebidas impulsiona o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, com alta de 1,33%, segundo o IBGE. Impacto na dignidade do consumidor é direto.

O grupo de alimentos e bebidas impulsionou a inflação brasileira em maio, com uma alta de 1,33%. A decisão, divulgada nesta sexta-feira, 12/06/2026, pelo IBGE, impacta diretamente o bolso do consumidor, que vê seu poder de compra diminuir diante do aumento dos preços dos itens essenciais para a subsistência. O percentual mostra estabilidade em relação a abril, com uma pequena queda de 0,01 ponto percentual, mas a pressão sobre a dignidade alimentar permanece.

A alimentação no domicílio registrou a maior variação, com alta de 1,65%. Itens como batata-inglesa (44,69%), tomate (20,62%) e cebola (16,80%), além das carnes (1,39%), repetem a escalada de preços que se iniciou em janeiro. Esses aumentos significam que famílias com menor poder aquisitivo terão ainda mais dificuldade em manter uma dieta equilibrada e nutritiva, comprometendo a saúde e o bem-estar.

Em contrapartida, itens como café moído (-2,38%) e frutas (-0,70%) apresentaram quedas. Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,49%, com o lanche registrando variação de 0,49% e a refeição de 0,51% em maio.

A inflação oficial do país atingiu 0,58% em maio, desacelerando frente aos 0,67% de abril. Contudo, apesar do alívio no índice geral, os alimentos se mantiveram como o principal ponto de pressão para o consumidor. O avanço de 1,33% no grupo Alimentação e Bebidas foi o maior responsável pelo resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Itens in natura e alimentos básicos lideraram os aumentos, influenciados por fatores climáticos, custos de produção e oscilações na oferta. Para o agronegócio, o cenário reforça a importância do comportamento das safras e do abastecimento para o custo de vida da população brasileira.

Em outro setor, o avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil fez o preço do etanol cair 6,20% em maio, após alta em abril. Apesar da demanda aquecida, a maior oferta ajudou a aliviar a inflação nos Transportes. A intensificação da moagem e o aumento da matéria-prima para usinas tendem a manter os preços do etanol em baixa.

A produção agrícola tem influência direta nos custos de combustíveis renováveis, evidenciando o papel do agronegócio na dinâmica inflacionária do Brasil. O óleo diesel também recuou 2,34%, um insumo crucial para o campo.

A queda nos combustíveis pode reduzir custos logísticos na cadeia agropecuária, com potencial de amenizar pressões sobre os preços dos alimentos nos próximos meses, oferecendo um alívio temporário para o orçamento familiar.

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