GESTÃO DO FUTEBOL

Infantino recua e cancela venda de direitos comerciais da FIFA

Gianni Infantino discursando em evento da FIFA.
Gianni Infantino, presidente da FIFA, durante coletiva de imprensa oficial.

Após forte pressão de confederações, o presidente Gianni Infantino encerra o plano de vender parte dos direitos da entidade para capital externo.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, comunicou a desistência definitiva do projeto que visava vender parte dos direitos da entidade para investidores externos. A medida, anunciada nesta sexta-feira (31), foi tomada para evitar um racha institucional e diante da forte rejeição das confederações, que enxergavam riscos à integridade do esporte.

A iniciativa, batizada de FIFA Forward Enterprise, buscava consolidar operações comerciais e competições para alavancar receitas. Apesar da promessa de destinar até US$ 20 milhões a cada federação no ciclo 2027-30, o plano gerou temores de uma privatização desmedida de torneios emblemáticos, como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes.

Gianni Infantino reconheceu, em comunicado oficial, que a proposta criou divisões que impediam o objetivo principal da FIFA: a união e o fortalecimento global do futebol. Segundo a entidade, a decisão de cancelar o avanço da pauta é definitiva, não cabendo recurso para reverter a proposta nestes moldes.

Resistência das confederações

A pressão veio de diversos blocos continentais. A Uefa, na Europa, liderou as críticas, chegando a ventilar a possibilidade de um boicote caso o projeto prosperasse. O movimento foi seguido pela Conmebol, Concacaf (Américas do Norte e Central), AFC (Ásia), CAF (África) e OFC (Oceania), que questionaram o modelo de governança da nova subsidiária.

O foco agora, conforme destacado pela presidência, será promover rodadas de diálogo com todos os membros associados nas próximas semanas. A meta é encontrar caminhos sustentáveis para o crescimento do futebol, respeitando a autonomia das Associações-Membro e garantindo que o apoio chegue às regiões que mais necessitam, sem a necessidade de fragmentar o controle comercial da FIFA.

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