TENSÃO GEOPOLÍTICA

Impasse no Oriente Médio eleva preço do petróleo e ameaça economia global

Impasse no Oriente Médio causa nova alta do petróleo
Impasse nas negociações entre EUA e Irã, e preocupação de que Trump possa retomar bombardeios faz preço do petróleo disparar — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Barril Brent atinge US$ 126 com temor de bombardeios; gasolina nos EUA no maior valor em 4 anos.

A crescente tensão entre Estados Unidos e Irã fez o preço do petróleo disparar drasticamente na quinta-feira, 30 de abril de 2026, nos mercados internacionais. O motivo foi o impasse nas negociações e a preocupação de que Donald Trump possa retomar ataques aéreos. A escalada representa um risco real de recessão global e já pesa no bolso dos consumidores, com o preço da gasolina nos EUA atingindo seu maior valor em quatro anos, impactando diretamente a dignidade econômica de milhões de famílias.

Este impasse está custando caro à economia global. O preço do barril do petróleo do tipo Brent chegou a US$ 126. Segundo economistas ouvidos pelo “Wall Street Journal”, um patamar como este, se mantido por semanas, pode levar o mundo para uma recessão. Após o pico, o barril recuou, fechando o dia valendo US$ 114.

O cotidiano dos americanos torna-se mais difícil. Abastecer o carro, por exemplo, é um desafio crescente, com o preço médio do galão de gasolina nos Estados Unidos batendo o maior valor em quatro anos, equivalente a R$ 5,70 o litro. O governo americano estuda agora aumentar a produção de petróleo, mas o efeito duradouro no preço do barril depende crucialmente da reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital.

As últimas sinalizações provenientes dos EUA assustaram o mercado internacional. O site Axios publicou que uma das opções apresentadas a Donald Trump para destravar as negociações seria uma nova onda curta e poderosa de bombardeios. Na prática, isso significaria a interrupção do cessar-fogo vigente.

Do lado iraniano, o líder supremo Mojtaba Khamenei divulgou um comunicado desafiando os dois pontos considerados inegociáveis pelos Estados Unidos. O texto afirma que o Irã vai aplicar novas regras de gestão no Estreito de Ormuz e não abrirá mão do urânio enriquecido e do programa de mísseis, que são classificados por ele como patrimônio nacional.

Da Casa Branca, Donald Trump respondeu que o importante é que o Irã não terá armas nucleares. Sobre os preços do petróleo, afirmou: “Assim que a guerra terminar, eles vão despencar”. O presidente ainda reiterou que os iranianos desejam um acordo de forma desesperada.

Trump também atacou mais uma vez seus aliados europeus. O principal alvo foi o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, que esta semana afirmou que os Estados Unidos estão sendo humilhados pelos iranianos. Trump criticou o desempenho de Merz na Alemanha e ameaçou retirar as tropas americanas do país, assim como da Itália e da Espanha.

Em meio ao complexo impasse, o secretário de Guerra Pete Hegseth foi, na quinta-feira, 30 de abril de 2026, ao Senado para pedir a ampliação do orçamento militar para 2027. Hegseth ouviu da oposição que a guerra representa um atoleiro, um dia antes de ela completar 60 dias. Por lei, a partir desta marca, o governo americano necessita de permissão do Congresso para continuar um conflito. Hegseth rebateu, argumentando que o cessar-fogo declarado no dia 8 de abril de 2026 suspendeu a contagem. Contudo, o prazo da economia para uma resolução é outro e a urgência aumenta a cada dia.

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