ALÍVIO HÍDRICO POTIGUAR
Igarn confirma: chuvas elevam nível de 30 reservatórios no RN
Relatório do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) revela melhoria na segurança hídrica de municípios potiguares.
As intensas chuvas recentes trouxeram um alívio significativo para a segurança hídrica do Rio Grande do Norte. Nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, o Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) divulgou que o volume de 30 reservatórios monitorados no estado foi elevado, com três importantes açudes atingindo sua capacidade máxima e transbordando. Essa melhora substancial no armazenamento de água, impulsionada pelas precipitações dos últimos dias, representa uma esperança renovada para milhares de potiguares, garantindo abastecimento e impactando diretamente a vida de diversas comunidades.
O açude Flechas, em José da Penha, alcançou sua capacidade máxima de 8,9 milhões de metros cúbicos e começou a transbordar em 17 de maio de 2026, um domingo, após registrar um ganho de 33,98% de seu volume. Já o açude Rodeador, entre Umarizal e Rafael Godeiro, com capacidade de 21,4 milhões de metros cúbicos, sangrou no fim de semana de 16 e 17 de maio de 2026, depois de um aumento de 20,92% no volume armazenado.
Em Rafael Fernandes, o açude Gangorra também atingiu 100% da capacidade e iniciou a sangria em 16 de maio de 2026, um sábado. Este reservatório, que comporta 10 milhões de metros cúbicos, apresentou um crescimento de 18% no volume acumulado em relação ao relatório anterior.
Além dos açudes que chegaram ao limite, outros reservatórios tiveram aumentos notáveis. O açude Brejo, em Olho D’Água do Borges, elevou seu nível de 12,61% para 82,57% da capacidade total, registrando um aumento de 69,96% no volume armazenado. O açude Tourão, em Patu, avançou de 15,83% para 62,32% da capacidade, com uma recarga de 46,49%.
Ao todo, 22 reservatórios monitorados pelo Igarn estão atualmente com 100% da capacidade. Entre eles, destacam-se os açudes Campo Grande, em São Paulo do Potengi; Marcelino Vieira; Riacho da Cruz; Encanto; Passagem, Sossego e Riachão, em Rodolfo Fernandes; além das lagoas do Jiqui, Pium, Extremoz e Boqueirão.
O açude Morcego, em Campo Grande, também apresentou um aumento significativo e já acumula 90,55% da capacidade total, contra 72,91% registrados no levantamento anterior.
Entre os maiores reservatórios do estado, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves acumula 1,06 bilhão de metros cúbicos, o equivalente a 44,79% de sua capacidade total. A barragem de Oiticica, o segundo maior reservatório do Rio Grande do Norte, registra 73,92% da capacidade, enquanto Santa Cruz do Apodi chega a 73,76%. A barragem Umari, em Upanema, acumula 66,75%.
De acordo com o Igarn, as reservas hídricas superficiais do Rio Grande do Norte somam atualmente 2,85 bilhões de metros cúbicos, o que representa 53,87% da capacidade total dos 69 reservatórios monitorados, estimada em 5,29 bilhões de metros cúbicos.
Apesar do cenário de recarga, a batalha pela segurança hídrica persiste em algumas localidades. Dez reservatórios seguem em situação crítica, com menos de 10% da capacidade total, refletindo a desigualdade na distribuição das chuvas. Entre eles estão Itans, em Caicó (0,74%); Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,14%); Dourado, em Currais Novos (4,40%); e Mundo Novo, em Caicó (2,65%). O levantamento indica que, embora as chuvas tenham melhorado o abastecimento em várias regiões, a escassez ainda é uma realidade para parte dos mananciais e suas comunidades, que continuam dependendo de ações contínuas para a gestão eficiente da água.
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