COMBATE À DESERTIFICAÇÃO

Idema debaterá iniciativas para conter desertificação no Rio Grande do Norte

Idema debate iniciativas para conter desertificação no estado
O avanço da desertificação ameaça a segurança hídrica e alimentar em diversas regiões.

Seminário em Natal discutirá plano estadual e lançará Programa Recaatingar para recuperação ambiental no Semiárido potiguar.

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) promove nesta sexta-feira, 19/06/2026, um seminário crucial em Natal. O evento tem como objetivo discutir os desafios da desertificação no Semiárido potiguar e apresentar um plano estadual voltado ao enfrentamento deste grave problema ambiental. A iniciativa reúne representantes do Governo do Estado, do Ministério do Meio Ambiente, da academia e da sociedade civil, demonstrando um esforço conjunto para mitigar a degradação das terras secas.

Durante o seminário, será lançado o edital e assinada a adesão ao Programa Recaatingar. Esta iniciativa pioneira foca na recuperação ambiental e no fortalecimento de ações sustentáveis, visando reverter os efeitos da desertificação e promover o desenvolvimento em harmonia com o ecossistema local.

Idema debate iniciativas para conter desertificação no estado
O avanço da desertificação ameaça a segurança hídrica e alimentar em diversas regiões.

Werner Farkatt, diretor-geral do Idema, explicou que a desertificação é um processo de degradação das terras secas que resulta na perda da fertilidade do solo e na consequente redução do potencial produtivo dessas áreas. "Hoje, não só o Rio Grande do Norte, mas todo o semiárido nordestino vem criando alternativas, discutindo nacionalmente e internacionalmente como conviver e combater essa situação da desertificação. Porque nós perdemos espaço territorial, que muitas vezes pode ter toda uma atividade econômica, agrícola, pecuária ou de vegetação nativa instalada. E, com o passar do tempo, essas áreas vão perdendo a sua riqueza natural e o seu ecossistema entra em desequilíbrio", declarou em entrevista à TV Tropical, destacando a urgência e a amplitude do problema.

O debate busca construir alternativas concretas para enfrentar um fenômeno que, além de seus impactos ambientais, acarreta profundas consequências sociais e econômicas para as populações que dependem dessas terras. A participação de um representante do Ministério do Meio Ambiente, especificamente da diretoria de desertificação, sublinha a complexidade e a importância da temática em âmbito nacional.

O Governo do Estado apresentará no evento um plano de combate à desertificação. Fruto de um trabalho colaborativo entre instituições públicas, pesquisadores e representantes da sociedade civil, o plano, construído ao longo dos últimos anos, visa orientar políticas e ações para mitigar os efeitos da degradação ambiental. "O plano que vai ser lançado junto com a Semarh. O representante da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos vai fazer também sua explanação e nós vamos apresentar à sociedade. Mas é um plano que vem sendo discutido há algum tempo com todos os atores", adiantou Farkatt, enfatizando a natureza participativa da construção do documento.

A relevância internacional do tema foi ressaltada por Farkatt, que mencionou sua inclusão em agendas específicas das Nações Unidas, além das conferências sobre mudanças climáticas. Ele pontuou que diversos países enfrentam desafios semelhantes e buscam soluções conjuntas. "Temos países asiáticos, países africanos, vários continentes discutindo ações para justamente tentar minimizar esse impacto, seja com microbacias de drenagem, porque isso envolve, inclusive, recuperação dos aquíferos. Então, são muitos temas associados a isso", concluiu.

A desertificação é um dos principais desafios ambientais das regiões semiáridas em todo o mundo. O processo causa a perda de nutrientes do solo, diminui a disponibilidade de recursos naturais e compromete atividades econômicas vitais, como agricultura e pecuária. As estratégias em discussão incluem conservação do solo, recuperação de áreas degradadas, manejo sustentável de recursos hídricos e o fortalecimento de políticas públicas para promover a convivência harmônica com o semiárido.

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