INDICADOR DE CONSUMO

IDAT-Atividade do Itaú revela desaceleração no consumo das famílias em junho

Gráfico ou representação de queda no consumo das famílias brasileiras.
Indicadores econômicos mostram que a restrição ao crédito tem impactado o poder de compra das famílias brasileiras.

O IDAT-Atividade registrou queda de 1,7% em junho, impactado pela restrição ao crédito e juros elevados. O recuo foi disseminado por todas as regiões do Brasil.

O consumo das famílias brasileiras apresentou nova queda em junho, conforme revelado pelo IDAT-Atividade, indicador do Itaú que monitora gastos via cartões e outros meios de pagamento. O recuo de 1,7% em comparação com maio, divulgado nesta segunda-feira, 13/07/2026, sinaliza uma perda de fôlego persistente da economia nacional ao final do segundo trimestre.

Esta é a segunda retração consecutiva apontada pelo levantamento, confirmando uma tendência de enfraquecimento que sucede a estagnação registrada em abril. A queda reflete o impacto direto de um ambiente de juros elevados e crédito mais oneroso, fatores que corroem o poder de compra e limitam a capacidade das famílias de planejar gastos a longo prazo.

A desaceleração foi observada em diversos setores. Enquanto o segmento de serviços registrou queda de 2,2%, afetando áreas como lazer e alimentação fora do lar, os bens de consumo duráveis sofreram uma retração de 3,1% em setores dependentes de financiamento, como o mercado de veículos, móveis e eletrodomésticos.

Regionalmente, o impacto foi generalizado em todo o Brasil. O Sudeste liderou a retração, com queda de 2,5%, seguido de perto pelo Sul (-2,7%). Nordeste, Centro-Oeste e Norte também apresentaram resultados negativos, evidenciando que a cautela no orçamento doméstico é um fenômeno nacional.

Apesar da resiliência do mercado de trabalho, o custo do crédito tem se mostrado um obstáculo intransponível para a manutenção do ritmo econômico observado no início do ano. Especialistas aguardam agora a confirmação desses dados nos relatórios oficiais do IBGE para medir a real dimensão do arrefecimento econômico nas próximas semanas.

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