PROJEÇÃO AGRÍCOLA NACIONAL

IBGE revisa projeção e estima safra recorde de 347,4 milhões de toneladas em 2026

Plantação de soja durante colheita em área rural brasileira.
A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas mantém tendência de alta para o ano de 2026.

Queda na estimativa de junho em relação a maio não impede que o volume supere o recorde de 2025; soja lidera as projeções de crescimento para o setor.

A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar o volume de 347,4 milhões de toneladas ao final de 2026. A nova estimativa foi consolidada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 14/07/2026, com o objetivo de orientar o mercado e as políticas públicas sobre o desempenho do campo, impactando diretamente a segurança alimentar e a balança comercial do país.

Embora o número represente um novo recorde histórico, superando as 346,1 milhões de toneladas colhidas em 2025, o dado atual reflete uma redução de 0,8%, equivalente a 3 milhões de toneladas, frente ao prognóstico feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em maio de 2026. Essa flutuação exige cautela dos produtores rurais, cujos investimentos dependem da precisão dessas projeções.

O otimismo do setor é sustentado principalmente pela soja. A expectativa para a oleaginosa é de uma produção recorde de 174,8 milhões de toneladas, um incremento de 5,3% sobre 2025. O desempenho positivo da soja contrasta com outros setores que apresentam oscilações:

  • Café (em grão): +14,7%
  • Cacau (amêndoa): +8,9%
  • Sorgo (em grão): +2,9%
  • Milho (em grão): -3,7%
  • Trigo (em grão): -15%

O recuo na estimativa do milho reflete uma dinâmica interna distinta: enquanto o milho de 1ª safra deve crescer 15,6%, a 2ª safra aponta declínio de 7,9%. Para a economia nacional, a agropecuária é um pilar estratégico, representando uma das fatias mais relevantes do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2025, o setor registrou expansão de 11,7%.

Diante desse cenário, o Banco Central (BC) mantém o monitoramento constante por meio do Relatório de Política Monetária (RPM), prevendo um avanço de 1,7% para a agropecuária neste ano. A estabilidade das safras é fundamental para conter a pressão inflacionária nos alimentos, preservando o poder de compra da população brasileira.

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