OPORTUNIDADES CRESCEM
IBGE revela menor desemprego em 14 anos no 1º trimestre de 2026
Indicador é o menor para o período desde 2012, impactando milhões e reduzindo informalidade para 37,3%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, que a taxa de desemprego no primeiro trimestre do ano atingiu 6,1%. Este percentual representa a menor taxa de desocupação para o período desde 2012, marcando um sinal de recuperação e mais oportunidades no mercado de trabalho para milhões de brasileiros, apesar de ser superior ao trimestre anterior.
Os dados revelam uma melhora significativa em comparação aos 7% registrados no primeiro trimestre de 2025. Embora o índice atual supere o 5,1% observado no quarto trimestre de 2025, o IBGE explica que comparações imediatas entre trimestres podem ser enganosas devido à sobreposição de dados. A análise focada no mesmo período de anos anteriores reforça a tendência positiva.
Por trás dos números, a realidade de milhões de brasileiros se desenha. O primeiro trimestre de 2026 encerrou com 6,6 milhões de pessoas ativamente em busca de uma vaga de emprego, a chamada população desocupada. Esse contingente, embora 19,6% maior que no último trimestre de 2025, é 13% menor do que o registrado no mesmo período de 2025, indicando que menos pessoas estão sem ocupação na comparação anual.
No mesmo período, o total de pessoas ocupadas alcançou 102 milhões. Este número representa 1 milhão a menos que no último trimestre de 2025, mas um crescimento de 1,5 milhão em relação ao primeiro trimestre do ano passado, mostrando um avanço na capacidade do país de gerar postos de trabalho.
A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, destaca o comportamento sazonal do mercado de trabalho neste período. “A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento; seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano; seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de educação e saúde no setor público municipal”, explica.
Dos dez agrupamentos de atividades apurados pelo IBGE, nenhum apresentou crescimento de ocupados. Três setores específicos registraram queda: comércio (1,5%, ou menos 287 mil pessoas), administração pública (2,3%, ou menos 439 mil pessoas) e serviços domésticos (2,6%, ou menos 148 mil pessoas).
Apesar do aumento da taxa de desocupação em relação ao final de 2025, o Brasil testemunhou uma queda na informalidade, um alívio para a dignidade de muitos trabalhadores. No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o que corresponde a 38,1 milhões de trabalhadores sem direitos trabalhistas garantidos. Esse número é inferior aos 37,6% do final de 2025 e aos 38% do primeiro trimestre de 2025, sugerindo uma leve melhora nas condições de emprego.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado manteve-se estável em 39,2 milhões no trimestre, mas cresceu 1,3% (504 mil pessoas a mais) em um ano. Em contraste, o contingente de trabalhadores sem carteira no setor privado retraiu 2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre, chegando a 13,3 milhões, embora tenha se mantido estável na comparação anual. O número de trabalhadores por conta própria permaneceu em 26 milhões no trimestre, com alta de 2,4% (607 mil pessoas a mais) em um ano.
A pesquisa Pnad Contínua do IBGE abrange pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação. Para ser considerada desocupada, a pessoa deve ter procurado uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa, que visita 211 mil domicílios em todo o Brasil e no Distrito Federal.
Os dados do IBGE foram divulgados um dia após o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Enquanto o Caged acompanha apenas empregos formais, registrando um saldo positivo de 228 mil vagas em março e 1,2 milhão em 12 meses, a Pnad oferece uma visão mais ampla do mercado de trabalho brasileiro, incluindo a informalidade e o trabalho por conta própria.
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