ESTOQUE EM ALTA
IBGE revela capacidade de armazenagem agrícola de 233,8 milhões de toneladas no Brasil
Capacidade útil nacional cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025, impulsionada por silos e armazéns graneleiros. IBGE aponta expansão histórica de 112,5% desde 1997.
A capacidade de armazenagem agrícola no Brasil atingiu 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, um avanço de 1,1% em relação ao primeiro semestre do mesmo ano. A pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indica que essa expansão, divulgada nesta quinta-feira, 11/06/2026, é fundamental para absorver o volume crescente da produção de grãos e garantir a segurança alimentar do país. O setor tem visto um crescimento robusto, evidenciado por um aumento de 112,5% na capacidade total desde 1997.
O levantamento abrangeu 9.668 estabelecimentos ativos, número 0,5% superior ao anterior. A maioria das regiões registrou crescimento no número de locais de armazenamento, com a Região Norte apresentando o maior avanço, de 4,7%. Apenas a Região Sul observou uma leve redução nesse quesito.
Os silos se mantêm como a principal estrutura de estocagem, respondendo por 53,3% da capacidade total, com 124,7 milhões de toneladas. Este tipo de instalação registrou um aumento de 1,2% em relação ao semestre anterior, refletindo sua importância crescente para o agronegócio brasileiro.
Em seguida, os armazéns graneleiros e granelizados somam 85,8 milhões de toneladas, o equivalente a 36,7% da capacidade nacional. Este segmento teve uma expansão de 2% no período, demonstrando a adaptação do setor às necessidades de armazenamento de diferentes tipos de grãos.
Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis completam o cenário, totalizando 23,3 milhões de toneladas, ou 10% da capacidade útil. Apesar de ainda relevantes, este tipo de estrutura apresentou uma retração de 2,2% na capacidade, contrastando com o avanço das outras modalidades.
A distribuição regional da capacidade de armazenagem revela particularidades. A Região Sul lidera a concentração de silos (42,7% da capacidade nacional), onde representam 65,6% do total regional. Já no Centro-Oeste, os armazéns graneleiros e granelizados predominam, abrigando 51% da capacidade local e 60,6% da nacional desse tipo.
Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis encontram sua maior participação nas Regiões Sul (34,1% da capacidade nacional) e Sudeste (32,2%). Juntas, elas concentram mais de dois terços desse tipo de armazenamento no país.
A análise histórica, compilada pelo IBGE entre 1997 e 2025, evidencia uma transformação significativa. A capacidade total de armazenagem mais que dobrou, saltando de 110 milhões para os atuais 233,8 milhões de toneladas. Essa evolução é diretamente associada à expansão da produção nacional de grãos, que demanda soluções de estocagem cada vez mais eficientes.
Neste período, observou-se uma redução expressiva de 56,9% na capacidade dos armazéns convencionais. Em contrapartida, os armazéns graneleiros e os silos experimentaram um crescimento monumental de 151,4% e 469,7%, respectivamente. O IBGE atribui essa mudança à necessidade de acomodar os volumosos estoques de grãos produzidos nas últimas décadas.
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