FIM DA JORNADA 6X1
Hugo Motta e Lula discutem fim da jornada 6x1 com "compensação zero"
Encontro busca consenso sobre regras de transição e impacto econômico. Setor produtivo teme aumento de preços.
O Presidente Lula e o deputado Hugo Motta reuniram-se nesta segunda-feira, 25/05/2026, para debater o fim da jornada de trabalho 6x1. O governo busca aprovar a medida com "compensação zero" para o setor produtivo, segundo apuração da analista de Política Isabel Mega. O principal objetivo do encontro é alinhar divergências sobre as regras de transição para a implementação das mudanças.
A decisão sobre as regras de transição é o ponto mais sensível das negociações, conforme destacou Mega durante entrevista ao Live CNN. Ela afirmou que "o governo está na mesa para aparar divergências", indicando a complexidade do tema.
Setores empresariais expressaram preocupação com o impacto da mudança, alertando para um possível aumento nos preços de produtos e serviços. Segundo a analista, a avaliação desses setores é que "o consumidor vai sentir no final das contas", o que ressalta a importância da discussão sobre compensações.
A ausência de compensações por parte do governo contrasta com as expectativas do setor privado, que esperava medidas como a desoneração da folha de pagamento. Isabel Mega observou que essa pauta parece ter sido deixada em segundo plano, embora possa haver acenos específicos para micro e pequenas empresas.
Mega detalhou que possíveis medidas de apoio podem vir por meio de um projeto de lei complementar à PEC, abordando questões específicas de algumas categorias, ou por anúncio direto do Poder Executivo. "Poderia ser, por exemplo, uma linha de crédito ou algum tipo de aceno desse tipo", explicou a analista, sinalizando que não necessariamente haverá necessidade de aprovação pelo Congresso.
Regras de transição em foco
O tempo de implementação das mudanças também está em discussão. Isabel Mega informou que o prazo de 120 dias foi descartado, e o consenso atual aponta para 90 dias. Contudo, o governo pressiona para reduzir esse período para 60 dias, "justamente porque precisa que esses efeitos comecem a ser sentidos no período eleitoral", justificou a analista.
A expectativa é de que se defina um tempo intermediário para a transição, evitando prazos extremos como cinco anos ou um período excessivamente curto. Embora uma parcela do governo defenda a inexistência de qualquer transição, este cenário não se configura nas negociações atuais, indicando a provável adoção de um período de adaptação.
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