GOVERNO E CÂMARA
Hugo Motta condiciona liberação de pauta a decisão do governo Lula sobre urgência de projeto
Presidente da Câmara busca retirada de urgência de projeto sobre escala 6x1 para destravar votações e permitir modelo híbrido de presença na próxima semana, especialmente em virtude das festas juninas e da Copa do Mundo.
{"blocks":[{"key":"1a2b3","type":"paragraph","data":{"text":"A pauta de votações da Câmara dos Deputados pode ser liberada caso o governo Lula decida acatar o pedido do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para retirar a urgência do projeto de lei que trata do fim da escala 6x1. A solicitação foi feita diretamente ao ministro de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, nesta terça-feira, 9 de junho de 2026, e a resposta do Planalto é aguardada para definir os próximos passos."}},{"key":"4c5d6","type":"paragraph","data":{"text":"Nos bastidores, Motta argumenta que a manutenção da urgência do projeto de lei se torna desnecessária, uma vez que o fim da escala 6x1 já foi aprovado pelos deputados por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O entrave estaria no Senado Federal, que resiste em votar a matéria. A decisão do governo sobre a urgência impactará diretamente a possibilidade de a Câmara adotar um modelo híbrido de presença na próxima semana, dispensando a presença física de todos os parlamentares em Brasília."}},{"key":"7e8f9","type":"paragraph","data":{"text":"Caso o governo mantenha a urgência, a tendência é que a Câmara realize apenas sessões simbólicas e remotas, impossibilitando a votação de projetos de lei. Em reunião com líderes partidários na terça-feira, parlamentares solicitaram que Motta comunique com antecedência a eventual adoção do modelo híbrido, permitindo que os deputados possam se ausentar da capital federal e retornar aos seus estados."}},{"key":"10g11h","type":"paragraph","data":{"text":"O interesse em antecipar o retorno aos estados está diretamente ligado às festividades juninas de Santo Antônio e São João, datas de grande relevância, especialmente em um ano eleitoral como 2026. Adicionalmente, os jogos da Copa do Mundo também devem intensificar o clima festivo ao longo da próxima semana."}},{"key":"12i13j","type":"heading","data":{"text":"Recesso branco e ano eleitoral","level":3}},{"key":"14k15l","type":"paragraph","data":{"text":"As semanas de votações híbridas se somariam ao chamado “recesso branco”, uma prática tradicional do Congresso Nacional na última semana de junho. Este período coincide com as celebrações juninas em diversas regiões do país, com destaque para o Nordeste. A Câmara e o Senado geralmente evitam agendar sessões nesse intervalo para permitir que os parlamentares retornem aos seus estados e participem das festividades, uma oportunidade crucial de contato direto com o eleitorado em ano de eleição."}},{"key":"16m17n","type":"heading","data":{"text":"Manobra política vista nos bastidores","level":3}},{"key":"18o19p","type":"paragraph","data":{"text":"Lideranças da Câmara avaliam que o governo Lula utilizou uma estratégia política ao manter a urgência do projeto de lei que visa acabar com a escala 6x1. A manutenção dessa urgência, que impede a votação de outras matérias, permite ao governo defender enfaticamente a proposta, mantê-la em evidência e pressionar o Senado a votar a PEC. A leitura predominante é de que Lula tem pouco a perder com a pauta travada, sendo a única votação de interesse do Planalto um projeto do líder do governo, Paulo Pimenta (PT-RS), para conter a alta dos combustíveis."}}]}
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