CRUELDADE ANIMAL
Homem é indiciado por matar cadela a pauladas em Macapá
Suspeito confessou o crime, mas alegou legítima defesa. Delegada aponta desproporcionalidade e crueldade na ação.
Um homem foi indiciado pela Polícia Civil do Amapá sob suspeita de matar a cadela conhecida como Baronesa no bairro Pedrinhas, em Macapá. A decisão foi tomada pela delegada Lívia Pontes, da 5ª Delegacia da Capital, que concluiu o inquérito nesta quinta-feira (21), após a investigação sobre o crime ocorrido em 23 de abril de 2026. O indiciamento ocorre pelo crime de maus-tratos a animais com resultado morte e ressalta a importância de responsabilização em casos de crueldade, impactando a dignidade dos seres vivos e a sensibilidade da sociedade para com os animais.
De acordo com relatos de testemunhas, a cadela Baronesa, que havia sido adotada por moradores da região, era um animal dócil. No dia do ocorrido, o animal se aproximou do suspeito de forma amigável. No entanto, foi violentamente atingido na cabeça com um pedaço de madeira, não resistindo aos ferimentos.
Durante o interrogatório, o indivíduo confessou a agressão, justificando que agiu em resposta a uma suposta tentativa de ataque por parte da cadela. Contudo, a delegada Lívia Pontes destacou que a versão apresentada não encontra respaldo nas provas coletadas. "A cadela Baronesa costumava viver na rua, porém foi adotada por moradoras da região, que a descreveram como um animal extremamente dócil. Vizinhos que presenciaram a cena relataram que o animal se aproximou do investigado de forma amigável, momento em que foi atingido violentamente. Durante interrogatório, o investigado confessou a agressão, mas alegou ter reagido para se defender após uma suposta tentativa de ataque do animal. A versão apresentada pelo investigado não possui amparo nas provas colhidas, classificando a reação como manifestamente desproporcional e cruel. Ele extrapolou qualquer limite aceitável de reação, revelando inequívoco desprezo pela integridade física e pela vida do animal", afirmou a delegada.
O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Judiciário. A Polícia Civil do Amapá enfatiza que denúncias de maus-tratos podem ser formalizadas em qualquer delegacia, reforçando o compromisso com a proteção animal.
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