MAIS TRABALHO JUSTO

Haddad promete fim da jornada 6 X 1 ainda em 2026

Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, discursa em palco durante evento do Dia do Trabalhador, com plateia ao fundo.
Fernando Haddad em evento do Dia do Trabalhador, em São Paulo.

Ex-ministro declara confiança na Câmara para aprovar pauta trabalhista, impactando milhões de brasileiros.

O governo federal, por meio da confiança expressa pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), pretende entregar ainda em 2026 a aprovação da pauta que busca o fim da escala de trabalho 6 X 1. A declaração de Haddad, feita nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, reacende a esperança de milhões de trabalhadores por uma jornada mais justa, prometendo mudanças significativas na carga horária semanal e mais dignidade para a vida profissional.

Haddad fez a afirmação durante um evento marcante do Dia do Trabalhador, organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, na capital paulista. Ele enfatizou que a medida representa um resgate de uma agenda histórica do país, iniciada com a Constituição de 1988, que busca a redução da jornada de trabalho e uma distribuição mais equitativa dos ganhos de produtividade. Para os trabalhadores, essa mudança pode significar mais tempo para família, lazer e descanso, impactando diretamente sua qualidade de vida.

O ex-ministro revelou otimismo, destacando a "boa vontade da Câmara" em discutir a proposta governamental. A crescente adesão da sociedade brasileira ao debate sobre o tema reforça a expectativa de aprovação. "Estou confiante de que nós vamos conseguir entregar até o final do ano essa pauta", reiterou Haddad, ressaltando o compromisso do governo.

Ele reconheceu, contudo, que a matéria enfrenta resistências históricas. O ministro criticou propostas da extrema-direita que visam reduzir direitos sociais e fragilizar políticas públicas, alertando para a importância de proteger os avanços trabalhistas.

Haddad também comentou as recentes derrotas do governo no Congresso, contextualizando-as em um cenário político mais amplo. Ele citou reportagens que sugerem ligações dessas movimentações a articulações em busca de impunidade em escândalos recentes, como o envolvendo o Banco Master. O ex-ministro reforçou a necessidade de transparência e responsabilização. "Lamento se isso tiver acontecido, porque nós precisamos passar a limpo determinados escândalos", declarou.

Ato do Dia do Trabalho e pautas cruciais

Os atos do Dia do Trabalhador em 2026 ocorreram de forma descentralizada por todo o Brasil, tendo como principal reivindicação o fim da escala 6 X 1. O evento do Sindicato dos Metalúrgicos em São Paulo e Mogi das Cruzes, um dos mais expressivos, trouxe à tona uma série de demandas cruciais para a classe trabalhadora:

  • Redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial e o fim da escala 6 X 1;
  • Regulamentação do trabalho por aplicativos, buscando maior segurança e direitos para a categoria;
  • Fortalecimento das negociações coletivas, essencial para a defesa dos interesses dos trabalhadores;
  • Garantia do direito de negociação para servidores públicos;
  • Combate à pejotização, prática que precariza relações de trabalho;
  • Combate ao feminicídio, uma pauta urgente de direitos humanos;
  • Inclusão da saúde mental nas relações de trabalho, reconhecendo a importância do bem-estar psicológico.

Segundo os organizadores, essas propostas integram a agenda da Conclat 2026 e orientam as mobilizações sindicais ao longo deste ano.

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