LEGADO SOCIAL
Haddad defende Prouni e critica direita: "Não gosto de quem não paga imposto"
Ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, critica a direita e defende o Prouni, destacando seu impacto na inclusão social e o acesso de milhares de jovens ao ensino superior.
Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, criticou veementemente a resistência da direita às políticas de inclusão social, em particular ao Programa Universidade para Todos (Prouni), durante o II Encontro Nacional de Prounistas e Bolsistas. O evento, realizado na noite desta quinta-feira, 07 de maio de 2026, na Universidade Paulista (UNIP) em São Paulo, foi palco da defesa enfática de Haddad ao legado petista na educação, destacando que o Prouni transformou a vida de milhares de jovens ao lhes garantir acesso ao ensino superior, um direito fundamental para a construção de um futuro digno.
Em sua fala sobre a gênese do programa, Haddad apontou que setores da direita resistiram ferrenhamente à implementação do Prouni, motivados pela não concordância com políticas de inclusão no ensino superior. “Eles estavam no bem bom, sem pagar impostos. E vocês sabem que eu não gosto desse pessoal que não paga imposto desde criancinha”, declarou, em tom incisivo.
Um dos arquitetos-chave do Prouni, criado durante sua gestão no Ministério da Educação nos primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Haddad não apenas defendeu o legado das políticas educacionais do Partido dos Trabalhadores, mas também confrontou as críticas que surgiram à época da implementação do programa.
O ex-ministro rebateu as acusações de que o Prouni desviaria investimentos das universidades públicas, destacando que o país presenciou o maior investimento em ensino superior da história. Além disso, mencionou a criação do Fundeb para fortalecer a educação básica, afirmando: “A cada dúvida, a gente respondia com um programa”.
Lançado em 2004, o Prouni oferece bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior, abrindo portas para estudantes de baixa renda. O programa consolidou-se como uma das vitrines mais importantes das políticas educacionais dos governos do PT, impactando positivamente milhares de famílias e democratizando o acesso ao conhecimento.
Durante sua fala, Haddad enfatizou a importância vital da mobilização estudantil, asseverando que a voz ativa dos jovens na formulação de políticas públicas é um pilar insubstituível para as transformações estruturais que o país tanto necessita. “É crucial quando a UNE [União Nacional dos Estudantes] vai ao MEC [Ministério da Educação] e apresenta uma pauta de reivindicações. Não subestimem esse poder. Há ainda muitos desafios no Brasil, e este país só será verdadeiramente transformado por vocês, os jovens”, motivou.
O ex-ministro concluiu reforçando o imenso potencial de desenvolvimento do Brasil, mas alertou sobre a persistência de grupos que, em suas palavras, “atuam ativamente contra os avanços sociais e educacionais”, freando a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
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