AMBIENTE FISCAL ALTERADO

Guerra no Irã cria folga fiscal e abre caminho para fim da "taxa das blusinhas", aponta IFI

Gráfico mostrando a volatilidade do preço do petróleo em decorrência de conflitos globais.
O conflito no Oriente Médio impactou o mercado internacional de petróleo, com reflexos na economia brasileira.

Instituição Fiscal Independente avalia que impacto da guerra no Oriente Médio sobre preços de petróleo gerou receita extra para o Brasil em 2026, possibilitando decisões como a revogação da cobrança de impostos sobre compras internacionais.

A guerra no Irã e seus efeitos sobre os preços do petróleo e derivados criaram, como efeito colateral, uma folga fiscal não prevista para o Brasil em 2026. A avaliação é da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. O cenário, conforme análise divulgada nesta quinta-feira, 21/05/2026, no Relatório de Acompanhamento Fiscal, permitiu não apenas a adoção de medidas mitigadoras diante do choque externo, mas também abriu espaço para decisões como o fim da chamada "taxa das blusinhas" – imposto sobre compras internacionais.

A entidade explica que o conflito no Oriente Médio contribuiu para a formação de um colchão de segurança contra riscos de não cumprimento das metas fiscais para este ano. A meta fiscal estabelecida para 2026 prevê um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

O fim da "taxa das blusinhas" representa um custo orçamentário estimado em R$ 1,94 bilhão em 2026. De acordo com as projeções do Ministério da Fazenda, o governo deixará de arrecadar R$ 9,72 bilhões até 2028 com essa medida.

Em contrapartida, a equipe econômica projeta um substancial crescimento na arrecadação federal em 2026, impulsionado pelo aumento do preço do barril de petróleo. As estimativas iniciais apontam que a combinação do crescimento esperado no pagamento de royalties, dividendos, Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), somada ao imposto de exportação, pode gerar um aumento de arrecadação na ordem de R$ 8,5 bilhões ao mês.

Por outro lado, as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos econômicos da guerra devem gerar um impacto primário de R$ 6,2 bilhões por mês. Este cálculo contempla a subvenção da gasolina (até R$ 0,89 por litro) e a prorrogação da subvenção do diesel, cujos custos individuais são significativos.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário