ANÁLISE GUIMARÃES
Guerra na Ucrânia: Putin se arrepende, mas não recua, diz análise
Apesar de desmentidos, jornal britânico defende apuração sobre fala de Xi Jinping a Donald Trump. A realidade no front e em Moscou sugere arrependimento, mas a recusa em ceder pode custar caro à Rússia.
{"blocks":[{"key":"12345","text":"A recente manchete do Financial Times, que aponta um suposto arrependimento de Vladimir Putin sobre a invasão da Ucrânia, foi alvo de desmentidos pelos envolvidos. Contudo, o jornal britânico sustenta a veracidade de sua apuração, que indica que Xi Jinping teria comunicado a Donald Trump, durante a visita do ex-presidente americano a Pequim, que o líder russo deveria lamentar sua decisão. A análise sugere que, apesar de Putin ter deixado claro ao longo de seus 26 anos como presidente da Rússia que não recua de suas decisões, desde a Tchetchênia até a Ucrânia, a conjuntura atual aponta para um cenário de arrependimento, especialmente entre a elite russa. Essa postura inflexível, marcada pela narrativa pessoal do rato encurralado que ele mesmo conta, pode ter um custo cada vez mais alto.","type":"paragraph"},{"key":"67890","text":"A decisão de invadir a Ucrânia, tomada há quatro anos contra a vontade da maioria, prometia poupar a capital russa das bombas e dos horrores enfrentados pelos soldados, majoritariamente de áreas rurais e de minorias étnicas. A ideia era que a vida na metrópole de Moscou, incluindo as tardes de compras na luxuosa GUM, na Praça Vermelha, permanecesse inalterada. No entanto, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, demonstrou, enquanto recebia apoio no Salão Oval da Casa Branca, que a indústria de drones do seu país estava em pleno aprimoramento. Na quinta-feira, 21/05/2026, ele evidenciou que as defesas aéreas de Moscou não foram suficientes para impedir uma chuva de bombas em instalações estratégicas, como fábricas e refinarias de petróleo, ações distintas das praticadas pelos russos em Kiev.","type":"paragraph"},{"key":"abcde","text":"A crescente paranoia de Putin, que o leva a evitar o Kremlin e a circular entre bunkers, resultou em uma redução do acesso à internet nas últimas semanas. Ainda assim, vídeos nas redes sociais ocidentais revelam o pavor de moradores de Moscou e a fuga de prédios altos. Essa semana, monitores do conflito registraram a primeira perda líquida de território ucraniano ocupado pela Rússia desde outubro de 2023. A economia russa, que inicialmente se beneficiou do aquecimento da indústria militar, agora enfrenta uma recessão, com previsão de crescimento de apenas 0,6% para 2026. O conflito já causou cerca de 1,5 milhão de vítimas, com estimativas de mortos entre 280 mil e 518 mil, segundo a revista The Economist.","type":"paragraph"},{"key":"fghij","text":"A 'kreminologia', outrora uma disciplina analógica da Guerra Fria, hoje se apoia em ambientes digitais como os canais do Telegram, tornando-se mais imprecisa. Desconsiderando teorias conspiratórias, o nervosismo crescente da elite russa é inegável. A questão que permanece é se algum oligarca teve a audácia de comunicar a perda de confiança a Putin, arriscando uma 'queda de um andar alto'. O historiador Simon Morrison comentou que 'o maior medo na consciência cultural russa é o caos'. Ao infligir caos em Moscou, o Vladimir ucraniano lembra ao seu homônimo russo que o preço de não recuar pode ser a própria sobrevivência.","type":"paragraph"}]}
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