GOLPE NO SETOR

Grupo hacker FulcrumSec rouba 1,3 terabyte de dados da Novo Nordisk, dona do Ozempic

Medicamento Ozempic em formato de caneta
Caneta Ozempic, medicamento usado no tratamento contra diabetes e obesidade. Foto: Divulgação

Farmacêutica dinamarquesa confirma incidente de segurança após invasão que pode ter exposto dados de milhares de pacientes e funcionários. Pagamento de resgate de US$ 25 milhões não foi efetuado.

Um grupo hacker, autodenominado FulcrumSec, anunciou nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, ter roubado 1,3 terabyte de dados confidenciais da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, responsável por medicamentos de sucesso como Ozempic e Wegovy, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade. A decisão de divulgar a ação, segundo o grupo, ocorreu após a falha em obter US$ 25 milhões exigidos para a devolução do material roubado, o que impacta diretamente a segurança e a reputação da empresa, além de levantar preocupações sobre a privacidade de dados de pacientes e funcionários.

O ataque cibernético, que teve início em março de 2025, permitiu que os invasores permanecessem nas redes da Novo Nordisk por dois meses. Conforme informado ao site de segurança cibernética DataBreaches.Net, o FulcrumSec alega ter obtido acesso a mais de 700 mil arquivos. Entre os dados supostamente roubados estão o código-fonte da empresa, informações sobre medicamentos já lançados e em desenvolvimento, detalhes de ensaios clínicos, além de dados de 11.500 pacientes de testes clínicos e de milhares de funcionários. A farmacêutica confirmou na quinta-feira, 11 de junho de 2026, ter sido vítima de um incidente de segurança, que resultou no acesso não autorizado a sistemas internos e dados de pacientes de testes clínicos.

Apesar da gravidade da invasão, o FulcrumSec declarou que não pretende compartilhar dados de funcionários e pacientes da Novo Nordisk, tampouco informações sobre o funcionamento de sistemas de suas instalações. O grupo, que foi criado em outubro de 2025, manifestou que pode vender parte dos dados obtidos.

Em resposta às alegações, a Novo Nordisk comunicou à Reuters que está ciente da possível cópia externa não autorizada de dados de seus sistemas. A empresa assegurou que leva o assunto a sério, mantém a operação contínua de suas principais plataformas e já está em contato com as autoridades competentes para investigar o ocorrido e mitigar os danos à dignidade e segurança dos envolvidos.

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