DISPUTA COMERCIAL GLOBAL

Casa Branca impõe novas tarifas sobre polissilício para frear China

Painéis solares e componentes eletrônicos representando a indústria de semicondutores dos Estados Unidos.
Instalações industriais de polissilício nos Estados Unidos recebem proteção tarifária para competir com mercado global.

Medidas protegem a produção interna de semicondutores e painéis solares, visando reforçar a segurança nacional e a autonomia industrial dos Estados Unidos.

A Casa Branca estabeleceu novos preços mínimos e aplicou uma tarifa de 15% sobre produtos derivados de polissilício. A medida, oficializada nesta quinta-feira (6), busca proteger as cadeias de suprimentos de chips e energia solar, fundamentais para a soberania tecnológica frente à China.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fundamentou a decisão na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962. O objetivo central é fortalecer a viabilidade comercial dos produtores norte-americanos, garantindo a autossuficiência em componentes vitais para a inteligência artificial e a infraestrutura de defesa nacional.

O polissilício, material essencial para a fabricação de semicondutores e painéis solares, tornou-se o centro de uma disputa de uma década. Fabricantes dos Estados Unidos denunciam há anos que empresas sediadas em Pequim operam sob subsídios estatais agressivos e práticas de dumping, o que desestabiliza o mercado global.

A estrutura industrial norte-americana conta atualmente com duas unidades principais: a Hemlock Semiconductor, em Michigan, uma joint venture entre a Corning e a japonesa Shin-Etsu Handotai, e a fábrica da Wacker Chemie, sediada em Munique, com operação no Tennessee. O impacto financeiro e logístico destas medidas ainda está sob análise das corporações envolvidas.

Além do valor econômico, a iniciativa reflete a preocupação com a resiliência da cadeia de suprimentos. Segundo a Associação da Indústria de Semicondutores, a sinergia entre o setor solar e a fabricação de chips é determinante, dado que o aumento da demanda por polissilício viabiliza a economia de escala necessária para a produção avançada de semicondutores.

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