SAÚDE PÚBLICA EM ALERTA

Gripe K detectada no Piauí gera preocupação da OMS

Cuidado com a influenza: o que fazer para a família toda não pegar a gripe dentro de casa
A nova gripe que gerou alerta da OMS para 2026 — Foto: Olga Pankova/Getty Images

Variedade do Influenza A (H3N2) representa 86,8% dos casos globais e exige atenção redobrada.

Nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, o Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen) divulgou a identificação de uma variante do vírus Influenza A (H3N2), popularmente conhecida como "gripe K", em amostras coletadas em Teresina. A relevância da descoberta reside no alerta de autoridades sanitárias internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), sobre a rápida propagação dessa linhagem e a possível menor imunidade populacional, apesar de não apresentar evidências de maior gravidade clínica ou mortalidade em comparação com outras variantes.

As amostras analisadas pelo Lacen, coletadas em fevereiro, foram classificadas no grupo genético 3C.2a1b.2a.2a.3a.1, pertencente ao subclado K. Segundo o laboratório, essa variante já está em circulação desde 2025.

Um subclado é uma subdivisão de um mesmo vírus, definida por pequenas mudanças genéticas acumuladas ao longo do tempo. Embora essas variações não caracterizem um vírus completamente novo, elas podem influenciar sua circulação e a resposta imunológica do organismo.

O Lacen informou que, atualmente, a variante H3N2 corresponde a aproximadamente 86,8% dos casos recentes globais de Influenza A.

Apesar de o subclado K do H3N2 não configurar o surgimento de um vírus inédito, trata-se de uma evolução genética que pode favorecer uma transmissão mais rápida. Entre os sintomas comuns estão febre, dor no corpo, tosse e cansaço, característicos da gripe. Contudo, é fundamental estar atento a sinais de piora, como falta de ar.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras autoridades sanitárias internacionais expressaram preocupação com a veloz propagação da linhagem e a "menor imunidade populacional frente às mudanças antigênicas apresentadas pelo vírus".

Idosos, crianças pequenas, pessoas com doenças crônicas e indivíduos imunocomprometidos configuram os grupos de maior risco. Eles concentram a maioria das hospitalizações e óbitos por Influenza, representando cerca de 70% a 80% das mortes anuais, conforme dados da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

O pediatra e infectologista Renato Kfouri, da SBIm, enfatizou a importância de medidas preventivas: "A gripe não é uma infecção banal. A melhor resposta continua sendo vigilância, vacinação e preparação."

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