G7: MINERAIS CRÍTICOS
Governo Lula resiste a texto do G7 sobre minerais críticos por receio de confronto com a China
Integrantes da comitiva presidencial argumentam que a proposta do bloco adota uma "postura de confronto" com Pequim, o que diverge da política externa brasileira. O Brasil defende uma abordagem "universalista", sem exclusões.
Integrantes do governo Lula que acompanham o presidente na cúpula do G7 em Évian-les-Bains, França, apresentaram resistência a um texto proposto pelo bloco sobre minerais críticos. A principal discordância reside na forma como o documento aborda as restrições impostas pela China ao setor, consideradas por assessores presidenciais como uma "postura de confronto" que não se alinha com a política externa brasileira.
Segundo um influente auxiliar do presidente Lula, a redação atual do texto sobre minerais críticos expressa uma preocupação que pode ser interpretada como um conflito direto com Pequim. Essa abordagem contraria a visão do governo brasileiro, que busca uma política externa "universalista", fundamentada na inclusão e na ausência de exclusões em suas relações internacionais. "O Brasil não quer tratar a questão dos minerais críticos com exclusões. Isso não faz parte da nossa política externa universalista", declarou um assessor presidencial, sob reserva de sua identidade.
Além da polêmica sobre minerais críticos, o G7 elaborou outros sete documentos para a cúpula. Diplomatas presentes no evento indicam que o espaço para contribuições de países convidados, como o Brasil, foi limitado. Um assessor de Lula para assuntos internacionais informou que apenas três dos oito textos apresentados seriam passíveis de aprovação pelo Brasil, uma vez que os demais continham pontos considerados inaceitáveis pelo governo.
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