CRÉDITO EXTRAORDINÁRIO
Governo libera crédito de R$ 20,5 bilhões para reforçar Orçamento do Executivo
Decisão publicada nesta segunda-feira (22) realoca R$ 20 bilhões para o programa Minha Casa, Minha Vida, com o restante distribuído entre órgãos como Fundo Penitenciário Nacional e Banco Central.
O Ministério do Planejamento e Orçamento autorizou, nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, a abertura de um crédito suplementar de R$ 20,5 bilhões para reforçar a dotação orçamentária de diversos órgãos do Poder Executivo federal. A medida, detalhada na Portaria GM/MPO nº 246/2026, visa garantir o funcionamento e a execução de programas essenciais.
O foco principal do aporte financeiro, que representa a maior parte do montante autorizado, é o programa Minha Casa, Minha Vida. Um total de R$ 20 bilhões será destinado ao financiamento de operações de crédito dentro do programa habitacional, com o objetivo de ampliar o acesso à moradia digna para mais brasileiros e impulsionar o setor da construção civil, gerando empregos e renda.
A viabilização desse crédito suplementar se dará, em grande parte, pela incorporação de superávit financeiro apurado no balanço patrimonial de 2025, que totaliza R$ 20 bilhões. Esses recursos provêm da capitalização e das destinações do Fundo Social. Complementarmente, R$ 503,3 milhões serão obtidos por meio da anulação de dotações orçamentárias que estavam previamente previstas.
Distribuição dos recursos
Além do robusto investimento no programa habitacional, o crédito contempla áreas estratégicas da administração pública, evidenciando a diversidade de prioridades do Poder Executivo. Dentre os contemplados estão:
- R$ 205,6 milhões para o Fundo Penitenciário Nacional, direcionados à gestão do sistema prisional e aprimoramento das condições nas unidades;
- R$ 56,3 milhões para o Ministério da Agricultura e Pecuária, com o intuito de fomentar o desenvolvimento do setor agropecuário;
- R$ 45 milhões para o Banco Central, aplicados na formulação da política monetária e supervisão do sistema financeiro;
- R$ 40 milhões para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, visando ações de recuperação de créditos e representação judicial;
- R$ 7 milhões para o Fundo Nacional de Segurança Pública, destinados a fortalecer políticas de prevenção e combate à criminalidade.
Outros órgãos da administração pública federal, incluindo a Presidência da República, diversos ministérios e autarquias, também foram beneficiados com valores menores. Para viabilizar parte desse crédito, o governo procedeu ao cancelamento de dotações orçamentárias em diferentes áreas, demonstrando uma readequação estratégica de recursos.
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