ECO INVEST BRASIL

Governo lança leilão para captar capital em projetos sustentáveis

Capitalismo, ESG e sustentabilidade
Imagem ilustrativa do leilão Eco Invest Brasil

Nova rodada do programa cria instrumentos financeiros com apoio público para impulsionar R$ 1,5 bilhão em capital privado em seis áreas prioritárias, incluindo minerais críticos. Meta é aumentar patentes e aplicação tecnológica.

O governo federal lançou, nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, o 5º leilão do programa Eco Invest Brasil. A iniciativa tem como objetivo atrair capital privado, com foco especial em investimentos estrangeiros, para projetos sustentáveis no país que contarão com o suporte de recursos públicos. A decisão foi tomada para impulsionar o desenvolvimento de tecnologias e cadeias produtivas alinhadas à economia verde. A decisão importa porque visa aumentar a conversão de pesquisas realizadas no Brasil em patentes e aplicações tecnológicas concretas, gerando impacto direto na economia e na competitividade do país no cenário global. A iniciativa também busca diminuir a dependência externa em setores estratégicos, como fertilizantes verdes, e agregar valor à cadeia de minerais críticos. O leilão, que receberá propostas até julho, baseia-se em três pilares financeiros: Fundos de Inovação, Crédito Corporativo e Pesquisa Aplicada. Para os Fundos de Inovação, serão criados seis fundos, cada um dedicado a um setor específico, com um aporte inicial de R$ 1,5 bilhão de capital público proveniente do Fundo Clima. Os bancos participantes poderão complementar esse valor com até o dobro em recursos privados. Na linha de Crédito Corporativo, haverá a oferta de até R$ 1 bilhão adicional por fundo, destinado a alavancar e escalar tecnologias na indústria. Nesse caso, os bancos deverão garantir uma alavancagem privada de, no mínimo, três vezes o valor aportado. Já para Pesquisa Aplicada, fica estipulado que 0,5% de todos os recursos mobilizados serão destinados, a fundo perdido, para pesquisas em universidades. Adicionalmente, pelo menos 10% do portfólio dos fundos deverá ser investido em empresas que contratem essas pesquisas ou internalizem tecnologias desenvolvidas no exterior. As instituições financeiras vencedoras deverão se comprometer a apoiar as cadeias produtivas. O certame exige que as propostas incluam uma participação de capital estrangeiro entre 15% e 45%. Para atrair investidores, o governo promoverá roadshows nos Estados Unidos, na Europa e na China. Cada banco terá o limite de administrar, no máximo, três fundos. O edital prevê ainda que, caso os projetos apresentem lucros acima do esperado, parte dos ganhos excedentes será compartilhada com o Tesouro Nacional. **FOCO EM SEIS SETORES PRIORITÁRIOS** A 5ª rodada do Eco Invest Brasil prioriza seis áreas: fertilizantes verdes; sistemas de baterias e beneficiamento de minerais críticos; combustíveis sustentáveis; automação e inteligência artificial em processos produtivos; química verde; e circularidade de resíduos minerais e industriais. Em relação aos fertilizantes, o objetivo é reduzir a dependência de importações e desenvolver uma nova categoria de biofertilizantes para atender à demanda global. No segmento de minerais críticos, a meta é evoluir da simples extração de terras-raras para o processamento desses produtos, essenciais para o desenvolvimento de tecnologias de descarbonização da economia. O evento de lançamento ocorreu em São Paulo e contou com a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e outras autoridades. A equipe econômica considera o contexto geopolítico atual favorável para a iniciativa, destacando a resiliência do Brasil a conflitos globais, seu histórico em biocombustíveis e a tecnologia de exploração do pré-sal.

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