ALÍVIO NO BOLSO
Governo freia alta do diesel, diz ANP
Diretor Artur Watt revela que subsídio de R$ 1,21 a R$ 1,52 evitou disparada, mas pagamentos às empresas ainda não começaram.
A subvenção governamental ao diesel está contendo uma escalada ainda maior nos preços do combustível no país, conforme avaliou Artur Watt, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026. A medida, instituída pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi decisiva para proteger o bolso dos consumidores e a economia nacional das bruscas variações do mercado internacional de petróleo, mesmo com a instabilidade gerada por conflitos como a guerra do Irã, que já impulsionou altas significativas em outros países. No entanto, apesar dos efeitos positivos já observados, as empresas habilitadas ao programa ainda aguardam o recebimento dos subsídios.
Watt destacou que, enquanto nações como os EUA enfrentaram elevações de até 50% nos preços por não adotarem intervenções semelhantes, o Brasil conseguiu manter os aumentos em uma ordem de grandeza muito menor. "No Brasil, a gente teve algum aumento [de preços], mas numa ordem de grandeza muito menor. E isso, obviamente, corresponde, principalmente, à subvenção que hoje está nesse patamar de R$ 1,21 a R$ 1,51, R$ 1,52. Se a gente não tivesse ela [subvenção], estaria nesse patamar mais próximo dos Estados Unidos”, explicou o diretor a jornalistas durante o Fórum de Biocombustíveis e Bioquerosene em São Paulo (SP). Essa diferença representa um alívio direto no orçamento familiar e nos custos operacionais de empresas de transporte e logística.
Apesar da importância do programa para estabilizar os preços, a adesão não foi unânime entre as grandes distribuidoras. Enquanto a Petrobras, a Refinaria de Mataripe e a Vibra já aderiram, outras como Ipiranga e Raízen optaram por aguardar. A principal preocupação dessas empresas reside na falta de regulamentação clara e no receio de que os pagamentos prometidos não sejam efetuados. Watt ponderou que a decisão de participar ou não reflete a estratégia comercial de cada agente, buscando sua fatia de mercado.
A questão dos pagamentos, de fato, é um ponto sensível. A ANP ainda não realizou nenhum ressarcimento às empresas que participam do programa. O primeiro prazo para esses repasses, estabelecido para 30 de abril, já expirou. A demora se deve à necessidade de finalizar um acordo com a Receita Federal. Embora Watt tenha assegurado que as conversas com o Fisco estão "muito avançadas", ele não pôde fornecer um prazo definitivo para o início dos pagamentos, gerando incerteza para as empresas que apostaram na iniciativa.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário