RECOMEÇO NO CAMPO

Governo federal inclui produtores rurais no Desenrola 2.0

Governo federal inclui produtores rurais no Desenrola 2.0

Medida Provisória estende prazo até 20 de dezembro, oferecendo alívio financeiro para mais de 800 mil agricultores familiares e assentados da reforma agrária.

O Governo federal, atendendo a um clamor dos próprios agricultores, anunciou nesta segunda-feira, 04 de maio de 2026, a histórica inclusão de produtores rurais no programa Desenrola 2.0. A Medida Provisória (MP) que reformula a iniciativa oferece um novo fôlego financeiro, permitindo que os beneficiados renegociem suas dívidas e reativem sua capacidade produtiva, com prazo de adesão estendido até 20 de dezembro.

A decisão, impulsionada pela preocupação com o crescente endividamento no campo, visa diretamente agricultores familiares, em especial os assentados da reforma agrária. Representa não apenas uma oportunidade de quitação de débitos, mas um passo fundamental para a dignidade e a retomada econômica de milhares de famílias que lutam para manter suas atividades.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que a ampliação do programa para o setor rural surgiu de uma demanda legítima. Muitos pequenos agricultores, segundo ele, relataram a falta de tempo para aderir à fase inicial do programa, evidenciando a urgência de uma nova janela para a regularização financeira.

Durigan projetou um impacto significativo com esta nova etapa, esperando incluir mais de 800 mil produtores, focando nos assentados da reforma agrária. A meta ambiciosa é encerrar o ano de 2026 com cerca de 1,3 milhão de pessoas atendidas, demonstrando o compromisso governamental em "fechar o ano com todos atendidos", conforme declarado durante o anúncio.

O “Desenrola Rural” integra-se agora ao Desenrola 2.0, marcando uma fase de expansão que alcança diversos públicos endividados, incluindo famílias, estudantes com FIES e pequenas empresas. O objetivo primordial é reduzir a inadimplência e reabrir o acesso ao crédito, injetando vitalidade na economia.

Para o meio rural, a medida transcende a simples renegociação; ela é um catalisador para a reinserção produtiva dos agricultores. Ao regularizar suas dívidas, esses trabalhadores podem novamente acessar linhas de financiamento essenciais para o custeio de suas lavouras, aquisição de equipamentos e melhoria da infraestrutura, garantindo a continuidade de suas atividades.

A primeira edição do programa, que foi concluída em janeiro de 2026, já havia beneficiado cerca de 507 mil agricultores. Com a inclusão ampliada e os novos prazos, o governo espera consolidar o suporte ao campo, fortalecendo a agricultura familiar e contribuindo para a segurança alimentar do Brasil.

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