CRÉDITO FERROVIÁRIO
Governo federal e BNDES lançam financiamento de 40 anos para ferrovias
Nova linha de financiamento busca atrair investimentos para grandes obras, com prazos de pagamento adaptados à realidade do setor.
O governo federal, em parceria com o BNDES, anunciará nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, uma nova linha de financiamento com prazo estendido de até 40 anos para projetos ferroviários. A decisão visa adequar as condições de crédito à longa maturação desses empreendimentos, fomentando investimentos no setor. A informação foi divulgada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, durante participação no programa “Bom Dia, Ministro”.
A nova modalidade de financiamento, com pagamento máximo previsto para 40 anos, será oficializada no evento “Novos Caminhos sobre Trilhos: O Futuro das Ferrovias no Brasil”, a ser realizado na Arena B3. O Ministério dos Transportes sinalizou que a iniciativa também contemplará prazos ampliados de carência, aliviando a pressão financeira durante a fase inicial de construção das obras.
Esta linha de crédito faz parte de uma estratégia governamental para impulsionar a participação de investidores, especialmente internacionais, em megaprojetos como a Ferrogrão e a EF-118 (Anel Ferroviário do Sudeste). O objetivo é viabilizar a construção dessas ferrovias, que exigem aportes vultosos e possuem retorno financeiro a longo prazo.
O Ministério dos Transportes avalia que os mecanismos de financiamento tradicionais não acompanhavam as particularidades do setor ferroviário. As novas condições buscam tornar os empreendimentos mais competitivos e alinhados à sua realidade de investimento.
Em relação ao projeto Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118), o ministro George Santoro afirmou que os pedidos de pesquisas arqueológicas, sob responsabilidade do Iphan, não devem causar novos atrasos significativos no cronograma. A expectativa é que o TCU conclua sua análise até julho de 2026, abrindo caminho para a publicação do edital ainda neste ano.
Se a análise do TCU for concluída em julho sem recomendações de alterações substanciais no projeto, o edital poderá ser publicado na sequência. Com um prazo de 90 dias usualmente concedido ao mercado, o leilão do Anel Sudeste poderia ocorrer em outubro de 2026. O projeto prevê investimentos de R$ 6,6 bilhões na fase de implantação, com R$ 4,1 bilhões provenientes da outorga de outras concessões. A primeira etapa conectará Santa Leopoldina (ES) a São João da Barra (RJ), com possibilidade de extensão futura até Nova Iguaçu (RJ).
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