AVANÇO NO ETANOL

Governo Federal decide ampliar mistura de etanol na gasolina para E32

Pessoas em uma sala de reunião discutindo políticas energéticas.
Representantes da Unica e do Governo Federal debateram a expansão da mistura de etanol na gasolina.

A medida, que pode ser votada nas próximas semanas pelo CNPE, visa reduzir a dependência de importações de gasolina e fortalecer a segurança energética do Brasil, com potencial de economia bilionária.

O Governo Federal avança nas discussões para ampliar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32). A decisão, que impacta diretamente a matriz energética e a economia do país, foi debatida em reunião ocorrida na terça-feira, 9 de julho de 2026, com representantes do setor de biocombustíveis. A proposta, defendida pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), busca reduzir a dependência de importação de gasolina e fortalecer a segurança energética nacional. O impacto para a dignidade dos consumidores e a sustentabilidade do setor é significativo, com projeções de economia bilionária.

A iniciativa, que agora deve ser analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), tem o potencial de evitar a importação de aproximadamente 450 milhões de litros de gasolina por ano. A indústria sucroenergética argumenta que possui capacidade para atender à demanda adicional gerada pelo aumento da mistura, promovendo o uso de combustíveis renováveis e fortalecendo a autonomia energética do Brasil.

Em nota, o presidente da Unica, Evandro Gussi, ressaltou a importância da medida como um novo avanço na participação do etanol na matriz de combustíveis. "O avanço para o E32 representa mais um passo na ampliação do uso de etanol na matriz de combustíveis do país. Trata-se de uma medida que fortalece a segurança energética nacional ao reduzir a necessidade de importação de gasolina", afirmou Gussi. Ele também destacou que a competitividade atual do etanol pode gerar benefícios econômicos para os consumidores.

A Unica estima que, desde o início das tensões geopolíticas no Oriente Médio, a diferença de preços entre etanol e gasolina já gerou uma economia de R$ 2 bilhões para os consumidores brasileiros. Além disso, a substituição parcial da gasolina importada por etanol nacional teria proporcionado uma economia de cerca de R$ 8 bilhões para a economia do país, segundo cálculos da entidade.

A eventual aprovação do E32 ocorre em um momento em que o Governo Federal busca intensificar a participação dos biocombustíveis na matriz energética, visando reduzir a exposição do país às flutuações do mercado internacional de petróleo. O CNPE ainda não informou a data exata em que a proposta será votada, mas a expectativa é que a análise ocorra nas próximas semanas, consolidando um avanço significativo em direção a uma matriz energética mais sustentável e resiliente.

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