SAÚDE E INFRAESTRUTURA

Governo do Estado publica edital para reforma do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel

Corredor do Centro de Tratamento de Queimados com faixa SOS CTQ
Corredor do Centro de Tratamento de Queimados com faixa escrita SOS CTQ Reforma Já sobre a entrada e pessoas ao fundo — Foto: José Aldenir/Agora RN A contratação ocorre um mês depois de a Justiça determ

Com investimento superior a R$ 2 milhões, o projeto prevê a conclusão das obras em 90 dias, em resposta à determinação judicial para recuperar a unidade.

O Governo do Estado deu novo passo para viabilizar a conclusão da reforma do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. A decisão, oficializada por meio da Dispensa Emergencial nº 114/2026, publicada no Diário Oficial do Estado na sexta-feira (28/08), estabelece um investimento de R$ 2.087.744,48 e um prazo de execução de 90 dias para a retomada das obras, essenciais para garantir um atendimento digno aos pacientes da rede pública.

Os detalhes do cronograma e o orçamento completo foram disponibilizados pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN). A sessão para análise das propostas será realizada de forma presencial no dia 04/09, às 9h, no Centro Administrativo do Estado. O rito segue o rito de menor preço unitário, conforme o artigo 75, inciso VIII, da Lei de Licitações.

A medida responde à determinação da Justiça, expedida em 28/07, que ordenou a retomada urgente das obras após ação conjunta do Ministério Público (MPRN) e da Defensoria Pública. A decisão judicial fixou multa diária de R$ 5 mil e exigiu a recomposição da equipe, além da separação física necessária entre os pacientes e o canteiro de obras.

A situação do CTQ é crítica, uma vez que a unidade é a única pública especializada no Rio Grande do Norte. Desde junho de 2024, quando as intervenções começaram, a capacidade de atendimento foi reduzida drasticamente. Vistorias do MPRN, da Defensoria Pública e do Conselho Regional de Medicina identificaram a queda de 22 para 12 leitos disponíveis, além de falhas graves de infraestrutura, como fiação exposta e infiltrações.

A precariedade da estrutura tem cobrado um alto preço. A Defensoria Pública registrou um aumento significativo nas mortes relacionadas a queimaduras nos primeiros meses de 2026, enquanto a demanda por internações dobrou. Com o novo cronograma, a expectativa é encerrar um ciclo de atrasos que já dura mais de dois anos, após dois contratos anteriores falharem em entregar a obra necessária para a população.

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