MERCADO DE TRABALHO
Rio Grande do Norte registra o pior desempenho para meses de julho desde 2020
Dados do Caged revelam que estado criou 999 vagas formais, mantendo-se na penúltima posição do Nordeste; microempresas sustentam saldo positivo.
O Rio Grande do Norte registrou, em julho de 2026, um saldo positivo de 999 vagas formais de trabalho. O resultado, consolidado na sexta-feira (28/08), representa o menor desempenho para o mês de julho no estado desde o início da pandemia, evidenciando um desafio persistente para a economia local.
Os dados foram extraídos do Caged e analisados pelo Boletim de Emprego do Sebrae-RN. Embora o número de admissões tenha superado os desligamentos, o saldo de 999 postos é inferior a 30% do que foi alcançado no mesmo período do ano passado, mantendo o estado na penúltima posição no ranking regional, à frente apenas do Maranhão.
Para a gerente de Gestão Estratégica do Sebrae-RN, Alinne Dantas, o cenário revela uma estagnação importante. "Apesar do saldo positivo, o resultado ficou abaixo do desempenho histórico, tanto na comparação mensal quanto no acumulado", pontua.
Impacto na rotina das famílias
A conquista de uma vaga formal reflete diretamente na dignidade e na organização da vida dos cidadãos. A nutricionista Andrezza Nunes, 24 anos, exemplifica essa mudança ao ser recém-contratada em um supermercado de Natal. "Com a carteira assinada, adquiri uma nova rotina. Agora, desenvolvimento atividades essenciais de segurança alimentar em período integral, o que trouxe mais estabilidade", compartilha.
Setores e municípios em destaque
A agropecuária foi o principal motor de contratações, impulsionada pelo cultivo de melão, enquanto a indústria de transformação também colaborou para evitar um saldo negativo total. No entanto, o setor de serviços e a construção civil foram os maiores responsáveis pelo fechamento de postos. Em Goianinha, o saldo foi positivo, impulsionado pela indústria sucroalcooleira, enquanto Mossoró enfrentou a maior retração do estado no período.
As microempresas consolidam-se como o pilar da economia, sendo o único segmento que segue mantendo saldo positivo tanto no mês quanto no acumulado do ano, enquanto as grandes corporações acumulam perdas significativas de postos de trabalho no Rio Grande do Norte.
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