DISPUTA ELEITORAL POTENCIALIZADA

Consult aponta horário eleitoral como divisor de águas na campanha

Urna eletrônica em destaque com elementos de campanha eleitoral ao fundo
Cenário eleitoral no Rio Grande do Norte é avaliado por institutos de pesquisa após início da campanha nas ruas — Foto: THYAGO GOMES

Os 35 dias de propaganda no rádio e na TV são vistos como cruciais para definir o comportamento do eleitorado e reduzir o índice de indecisos.

Os 35 dias de campanha eleitoral no rádio e na televisão serão o fator determinante para consolidar as intenções de voto aos cargos majoritários e proporcionais nestas eleições. A avaliação é do diretor do Instituto Consult, o estatístico Paulo de Tarso Teixeira, que projeta uma mudança no cenário atual, caracterizado por variações contidas após o início da propaganda nas ruas. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal (93,5 FM), Paulo de Tarso destacou que o levantamento reflete a movimentação das primeiras semanas antes da exposição massiva nos veículos de comunicação. Conforme pesquisa realizada em parceria com a TRIBUNA DO NORTE, o candidato a governador Allyson Bezerra Allyson Bezerra (União) registrou 30,0% das intenções de voto, enquanto Álvaro Dias (PL) aparece com 26,41%. O candidato Cadu de Lula (PT), por sua vez, avançou para 16,06%. Para o especialista, a entrada do horário eleitoral gratuito tende a reduzir o contingente de 26% de eleitores que hoje se declaram indecisos ou que optariam por brancos e nulos. "A tendência é que o programa eleitoral diminua esse número. Haverá o eleitor de última hora, mas não manteremos esse percentual elevado", observou o estatístico. A análise dos dados, coletados entre 21/08 e 23/08, revela ainda que a presença de lideranças nacionais, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Rio Grande do Norte, já surte efeitos práticos na mobilização de apoiadores nos municípios do interior, fortalecendo candidaturas alinhadas. Quanto à disputa estadual, o cenário atual indica uma polarização com desafios distintos de rejeição. Cadu de Lula apresenta o maior índice de rejeição, com 19,65%, seguido por Álvaro Dias, com 13,59%, e Allyson Bezerra, com 9,76%. No campo proporcional, o alto índice de indecisão, que chega a quase 60% para deputado federal e estadual, sugere que as definições de voto seguirão em aberto até a reta final do pleito.

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