DIPLOMACIA E COMÉRCIO

Governo avalia riscos de retaliação dos EUA ao aplicar Lei da Reciprocidade

Fachada dos ministérios em Brasília sob céu claro.
Sede da Esplanada dos Ministérios em Brasília, palco das discussões sobre a política comercial brasileira.

Gestão de Luiz Inácio Lula da Silva analisa os impactos de uma possível resposta comercial após decisão da Casa Branca sobre tarifas.

A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia os riscos de uma escalada de tensões com os Estados Unidos, após o governo considerar o acionamento da Lei da Reciprocidade em resposta a novas tarifas comerciais. A decisão estratégica, discutida por auxiliares do mandatário nesta quinta-feira, 16/07/2026, busca proteger os interesses nacionais sem comprometer a estabilidade econômica do Brasil.

O temor central reside em indicativos observados na decisão do USTR (Representante Comercial dos EUA), que sugerem uma postura firme da Casa Branca diante de eventuais represálias brasileiras. O documento aponta que medidas que aumentem o ônus ao comércio dos Estados Unidos podem ser interpretadas como insuficientes para solucionar as disputas, sinalizando que sanções mais severas poderiam ser adotadas pelos Estados Unidos caso o Brasil avance com a taxação de produtos norte-americanos.

Fontes na Esplanada dos Ministérios confirmaram que a análise sobre a aplicação da norma envolve critérios técnicos e políticos. Embora o Palácio do Planalto tenha anunciado em nota que iniciará os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, a estratégia visa criar uma margem de negociação — uma "carta na manga" — em vez de uma retaliação imediata e definitiva.

O processo prevê que o Itamaraty acione a Camex (Câmara de Comércio Exterior) para verificar se as alíquotas impostas por Washington se enquadram nos requisitos legais. O cenário é acompanhado com cautela, dado o histórico de instabilidade nas decisões de Donald Trump, que já enfrentou derrotas anteriores na Suprema Corte dos Estados Unidos sobre temas tarifários.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário