ARTICULAÇÃO POLÍTICA INTENSA

Governo articula nova indicação de Jorge Messias ao STF após rejeição no Senado

Jorge Rodrigo Araújo Messias em entrevista após ter sua indicação ao STF rejeitada.
Jorge Rodrigo Araújo Messias concede entrevista após Senado Federal rejeitar a sua indicação para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal — Foto: Ton Molina/Agência Senado

Após rejeição histórica no Senado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca estratégias para indicar novamente Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já iniciou articulações para uma nova indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após sua rejeição histórica pelo Senado. A decisão do presidente demonstra a persistência em emplacar o nome do atual advogado-geral da União (AGU) na Corte, o que pode impactar a composição futura do Judiciário e a relação entre os Poderes.

Jorge Messias e o senador Jaques Wagner (PT-BA) se reuniram nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, em um encontro que marcou o primeiro contato presencial após a reprovação do nome de Messias para uma vaga no STF. Aliados de ambos relataram à GloboNews que Wagner reforçou o desejo do presidente Lula de tentar novamente a nomeação. Essa articulação sinaliza que o Planalto considera a rejeição como um revés superável, e não como um ponto final para a aspiração de Messias ao STF.

O jornalista Marcelo Weck, em artigo publicado no portal "Jota", também defendeu a nova indicação, interpretado por membros do governo como um indicativo de que as negociações políticas para recolocar Messias na disputa pela vaga no Supremo foram formalmente iniciadas. A iniciativa busca reverter a percepção de fragilidade na articulação política do Planalto, exposta pela votação.

Jorge Rodrigo Araújo Messias em entrevista após ter sua indicação ao STF rejeitada.
Jorge Rodrigo Araújo Messias concede entrevista após Senado Federal rejeitar a sua indicação para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal — Foto: Ton Molina/Agência Senado

A anterior votação no Senado evidenciou uma resistência considerável de parlamentares, especialmente do Centrão e da oposição, ao nome de Messias. Nos bastidores, senadores criticaram a atuação política da Advocacia-Geral da União (AGU) e apontaram um excesso de judicialização de disputas políticas por parte do Executivo. Integrantes da base governista admitiram, reservadamente, que o Planalto não tinha a certeza dos votos necessários para a aprovação da indicação, revelando falhas na estratégia.

Diante do cenário adverso, aliados de Lula defendem que o presidente mantenha Messias como prioridade, argumentando que a rejeição ocorreu em um contexto político desfavorável e não por objeções técnicas ao indicado. O governo, contudo, ainda analisa o regimento interno do Senado para verificar a possibilidade de uma nova indicação na mesma sessão legislativa. Integrantes da equipe jurídica do Planalto estudam brechas regimentais ou constitucionais que possam viabilizar uma nova tentativa ainda neste ano, buscando garantir a nomeação de Jorge Messias para o STF.

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