GUERRA ENCARECE PETRÓLEO

Goldman Sachs e Citi revisam projeções do petróleo: Brent pode atingir US$ 100

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Logo da CNN Brasil, portal que veiculou originalmente a notícia sobre as previsões do mercado de petróleo. Foto: REUTERS/Dado Ruvic

Bancos elevam projeções para o final de 2026; risco de interrupção no Oriente Médio impulsiona alta dos preços. Entenda o impacto na economia global e no seu bolso.

Em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e seus reflexos no mercado global, o Goldman Sachs elevou suas previsões para os preços do petróleo bruto no restante de 2026. Conforme nota divulgada no domingo, 26 de abril de 2026, o gigante financeiro projeta que o barril de Brent atingirá uma média de US$ 90 no quarto trimestre, com o WTI nos Estados Unidos chegando a US$ 83. Essa revisão, motivada pelo risco de uma interrupção prolongada no fornecimento de energia e por "riscos econômicos maiores", indica um futuro de custos elevados para consumidores e empresas em todo o mundo, afetando diretamente o planejamento financeiro de milhões.

Os preços do petróleo bruto já acumulam uma alta de cerca de 40% desde o início do conflito em 28 de fevereiro de 2026, impulsionando o Brent a alcançar a maior cotação em três semanas nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026. Essa valorização se traduz diretamente em um aumento no custo dos combustíveis e produtos derivados, pesando no bolso dos cidadãos e na cadeia de produção global.

Em seu relatório, emitido no domingo, 26 de abril de 2026, os analistas do Goldman Sachs alertaram para um cenário de "riscos econômicos maiores". Eles apontam para a ascensão dos preços do petróleo, os valores extraordinariamente altos de produtos refinados, a iminente escassez de diversos produtos e a magnitude sem precedentes do choque no mercado, fatores que podem desestabilizar economias globalmente e criar incertezas para empresas e trabalhadores.

A projeção mais otimista do Goldman Sachs considera que as exportações de petróleo do Golfo se normalizarão até o final de junho de 2026, um prazo mais longo que a estimativa anterior de meados de maio. Além disso, a recuperação da produção na região também deve demorar mais do que o previsto, prolongando a incerteza no fornecimento.

Contudo, em um "cenário adverso", onde as exportações do Golfo só se normalizarem no final de julho de 2026, o banco prevê um impacto ainda mais severo. Sob essa perspectiva, o preço do Brent pode ultrapassar a marca dos US$ 100 por barril no quarto trimestre, pressionando ainda mais a inflação e o poder de compra global.

Os próprios operadores do mercado compartilham a visão de que os preços elevados devem persistir. Os contratos futuros de Brent para o último trimestre de 2026 já indicam uma faixa de US$ 86 a US$ 90 por barril, um salto expressivo frente aos US$ 73 por barril registrados pouco antes do início da guerra, em 28 de fevereiro de 2026, que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Em sintonia com a preocupação geral, o banco de investimentos Citi também revisou para cima suas projeções para o Brent no restante de 2026. Segundo informações da Reuters, a instituição estima que o barril do Brent alcance uma base de US$ 80 no quarto trimestre, reforçando a expectativa de um mercado aquecido e sob pressão.

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