GOVERNO REAFIRMA CONFIANÇA

Geraldo Alckmin confia em Lula e reafirma independência da PF em meio à investigação de Jaques Wagner

Geraldo Alckmin discursando em um evento público.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) falou sobre a operação da PF em evento em Mato Grosso.

Vice-presidente Geraldo Alckmin minimiza impacto de operação da Polícia Federal contra senador Jaques Wagner e destaca "espírito republicano" do governo Lula.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), expressou neste sábado, 20 de junho de 2026, plena confiança na condução do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) frente à recente operação da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

Em declarações à imprensa durante a inauguração da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, em Dom Aquino (MT), Alckmin minimizou o potencial impacto do caso sobre a Presidência e ressaltou o "espírito republicano" que, segundo ele, norteia a gestão federal. "O presidente Lula vai conduzir bem a questão. Quero destacar o exemplo do governo, com espírito republicano", afirmou.

O vice-presidente também fez questão de sublinhar a autonomia das forças de investigação. "A Polícia Federal tem total independência para cumprir o seu trabalho", declarou, reforçando a liberdade para que agentes políticos sejam escrutinados.

O Caso Jaques Wagner

A manifestação de Alckmin ocorre em resposta às buscas e apreensões realizadas pela PF na sexta-feira, 18 de junho de 2026, em endereços ligados ao senador Jaques Wagner em Brasília e na Bahia. Na ocasião, foram apreendidos US$ 55.175 e 33.500 euros.

A ação faz parte da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura indícios de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro associados ao Banco Master. A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, busca determinar se Wagner recebeu benefícios indevidos em troca de favores políticos no Congresso.

Entre os bens sob suspeita estão um apartamento em Salvador, estimado em R$ 2,45 milhões, e mais de R$ 5,5 milhões repassados a uma empresa gerida por familiares do senador. Jaques Wagner tem negado veementemente as acusações, afirmando não ser réu nem ter sido denunciado formalmente.

As apurações também alcançam Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master e próximo a Daniel Vorcaro. Elementos cruciais para o avanço da investigação surgiram a partir da análise de comunicações em celulares apreendidos com Lima, que sugerem uma proximidade entre Wagner e o empresário, com discussões sobre interesses do Banco Master no âmbito legislativo.

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