IMPUNIDADE E INVESTIGAÇÃO

Caso das mortes de cobradores no Paraná completa um ano sem prisões

Foto dos quatro homens que foram mortos em Icaraíma no ano de 2025.
Da esquerda para a direita, Diego, Robishley, Rafael e Alencar.

As famílias buscam respostas sobre o paradeiro e a condenação dos suspeitos, Antônio e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, incluídos na Difusão Vermelha.

O desaparecimento e subsequente assassinato de quatro homens no noroeste do Paraná completa um ano nesta quarta-feira (5), sem que os responsáveis pela execução tenham sido levados à Justiça. Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza foram vistos pela última vez com vida no dia 5 de agosto de 2025, em Icaraíma.

Os principais suspeitos, Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, permanecem foragidos. Ambos possuem mandados de prisão temporária em aberto por homicídio e tiveram seus nomes incluídos na lista da Difusão Vermelha da Interpol. A investigação, conduzida pela Polícia Civil (PC-PR), mantém o caso sob sigilo, focando agora na análise de dados e na possibilidade de envolvimento de outros atores na execução do crime.

A motivação do crime estaria ligada a uma dívida de R$ 255 mil, resultante da venda de uma propriedade rural por Alencar aos Buscariollo. A tensão escalou após tentativas frustradas de cobrança e um encontro marcado no distrito de Vila Rica. Segundo a perícia, as vítimas teriam sido atraídas para uma emboscada na propriedade rural dos suspeitos logo após serem flagradas por uma câmera de segurança em uma panificadora local.

O delegado Thiago Inácio, em entrevista recente à RPC, destacou que o local onde os corpos e o veículo foram ocultados é historicamente utilizado como rota para atividades ilícitas, como tráfico e contrabando. Embora a hipótese de conexão com o crime organizado seja investigada, a Polícia Civil reafirma o compromisso em identificar e responsabilizar todos os envolvidos, buscando trazer o encerramento que as famílias das vítimas, que aguardam por justiça, necessitam.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário