IMPACTO BILIONÁRIO
Gastos na guerra EUA-Irã chegam a US$ 29 bilhões, diz Pentágono
O Pentágono revela o custo astronômico do conflito, detalhando despesas com reparos e operações. A cifra supera estimativas anteriores, acendendo debate no Congresso e elevando a tensão com ameaças nucleares iranianas.
Nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, um alto funcionário do Pentágono, Jules Hurst, revelou que o conflito entre Estados Unidos e Irã já drenou US$ 29 bilhões (cerca de R$ 142 bilhões) dos cofres norte-americanos. A declaração, feita durante um depoimento crucial a legisladores no Congresso, acende o debate sobre a transparência dos gastos militares e o impacto econômico da prolongada tensão no Oriente Médio, afetando diretamente o contribuinte e a prioridade de recursos.
Exercendo as funções de controlador do orçamento gasto no confronto, Hurst detalhou que o montante inclui despesas com reparos e substituição de equipamentos atualizados, além de custos operacionais. Este valor representa um acréscimo de US$ 4 bilhões em relação ao declarado há menos de duas semanas pelo secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, durante uma sabatina. Foi a primeira vez que o governo dos EUA abordou publicamente os custos da guerra.
No dia 29 de abril de 2026, Hegseth, ao lado do chefe das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine, participou de uma audiência do Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Deputados norte-americana, no Capitólio, em Washington, D.C. Na ocasião, ele foi questionado sobre a proposta de Orçamento de 2027 das Forças Armadas, que o governo Trump pretende elevar para US$ 1,5 trilhão (cerca de R$ 7,5 trilhões). Hegseth confirmou a intenção do presidente Donald Trump de levar a proposta adiante, argumentando que os EUA precisam “construir um Exército que nossos adversários temam”.
Ambos defenderam a necessidade de mais drones, sistemas de defesa antimísseis e navios de guerra. Hegseth, contudo, negou que o conflito seja um “atoleiro”, rebatendo críticas de democratas e republicanos que apontam uma duração maior do que o previsto. “A guerra com o Irã não é um atoleiro, e as críticas dos legisladores democratas dos EUA representam uma vitória de propaganda para o Irã”, declarou o secretário.
Congressistas, por sua vez, acusam o governo Trump de não ter consultado o Legislativo antes de iniciar o conflito. Houve tentativas de aprovar resoluções para limitar os poderes do presidente dos EUA na guerra, mas as medidas não obtiveram aprovação no Congresso, demonstrando a complexidade da relação entre os poderes Executivo e Legislativo na condução de políticas externas e militares.
Ainda no contexto das tensões, o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, como “estúpida” e “lixo” a mais recente proposta apresentada pelo Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. Ele ainda afirmou que o cessar-fogo entre os dois países, em vigor há mais de um mês, está “por um fio”, evidenciando a fragilidade das negociações de paz e o risco iminente de escalada.
Nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, um porta-voz do Parlamento iraniano aumentou a preocupação global ao afirmar que o regime avaliará a possibilidade de enriquecer urânio a 90% de pureza, patamar suficiente para a construção de uma ogiva nuclear, caso os Estados Unidos retomem os ataques. A declaração sublinha a grave ameaça de proliferação nuclear e o perigo de um conflito de proporções catastróficas, com sérias implicações para a segurança internacional.
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