OURO PARALÍMPICO BRASIL

Gabrielzinho brilha e Brasil conquista 19 medalhas em Berlim

Nadador Gabrielzinho comemorando após prova de natação paralímpica, exibindo medalha de ouro.
Gabrielzinho celebra mais uma vitória na natação paralímpica em Berlim, contribuindo para o impressionante quadro de medalhas do Brasil.

Atleta mineiro Gabrielzinho faturou dois ouros no último dia do World Series; delegação segue para o IDM.

A Seleção Brasileira de natação paralímpica concluiu, neste sábado, 9 de maio de 2026, sua participação na etapa de Berlim do World Series com um desempenho espetacular. A delegação conquistou um total de 19 medalhas, sendo cinco apenas no último dia de competição, e consolidou o Brasil como uma potência global no esporte. O grande destaque foi o mineiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, que faturou dois ouros, inspirando o país com sua resiliência e talento. No último dia de provas, a delegação adicionou à contagem as pratas do catarinense Talisson Glock e do mineiro Arthur Xavier, além do bronze da carioca Lídia Cruz, ampliando o legado de uma equipe dedicada. Nos 50m livre, Gabrielzinho, da classe S2 (comprometimento físico-motor), registrou um tempo impressionante de 52s92 e somou 1042 pontos. Ele superou o Tcheco David Kratochvil, da classe S11 (deficiência visual), que ficou com a prata, enquanto o bronze foi para o espanhol Dambelleh Jarra. O segundo ouro do nadador Brasileiro veio nos 150m medley, onde cravou 3min26s70, acumulando 1017 pontos. O israelense Ami Omer, da classe SM4 (comprometimento físico-motor), conquistou a prata, e o bronze ficou com o alemão Josia Tim Alexander. Ao longo da competição, Gabrielzinho demonstrou sua versatilidade ao obter outras duas medalhas: ouro nos 100m livre e prata nos 50m borboleta. Arthur Xavier, da classe S14 (deficiência intelectual), celebrou sua terceira medalha no evento, uma prata nos 100m costas, com a marca de 58s78 e 1018 pontos. O ouro foi para o britânico Mark Tompsett, também da S14, e o bielorrusso Yahor Shchalkanau, da classe S9 (comprometimento físico-motor), completou o pódio com o bronze. O catarinense e campeão paralímpico Talisson Glock, da classe S6 (comprometimento físico-motor), garantiu a prata nos 400m livre, registrando o tempo de 5min01s92 e 970 pontos. O tcheco David Kratochvil, da classe S11 (cegos), levou o ouro, e o chinês Chuanzhen Sun, S11, conquistou o bronze. A carioca Lídia Cruz, atleta da classe SM4 (comprometimento físico-motor), alcançou o bronze nos 150m medley, com 3min01s73 e 843 pontos. O ouro ficou com a italiana Angela, da classe SM2, enquanto a prata foi para a norte-americana Leanne Smith, da classe SM3. As provas do World Series são disputadas no inovador formato multiclasses, onde atletas de diferentes classes competem na mesma série, promovendo um alto nível de desafio e adaptação. As classificações para as finais e a definição das medalhas foram determinadas pelo rigoroso Índice Técnico da Competição (ITC). Com esses resultados expressivos, o país encerrou a competição com um total de 19 medalhas: seis ouros, nove pratas e três bronzes na categoria adulta, além de um ouro nas disputas para jovens, reafirmando a força da natação paralímpica Brasileira no cenário mundial. A jornada da Seleção Brasileira em Berlim não para por aqui. A equipe permanece na capital Alemã nos próximos dias, onde enfrentará um novo desafio: o IDM (Campeonato Alemão Internacional de Natação), que ocorrerá de domingo, 10 de maio de 2026, a terça-feira, 12 de maio de 2026, prometendo mais emoções e oportunidades de pódio para os atletas do Brasil.

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