BUSCA POR CRIMINOSO

Foragido suspeito de atirar em tenente da Rota é visto em Peruíbe

Foragido Hércules da Costa Siqueira caminha em rua de terra acompanhado de familiares em Peruíbe
Imagem de foragido suspeito de balear tenente da Rota caminhando em rua de terra com a família - Metrópoles

Hércules da Costa Siqueira, o Golias, aparece em imagens inéditas com familiares. Secretaria da Segurança Pública de São Paulo mantém recompensa de R$ 50 mil.

Hércules da Costa Siqueira, identificado como Golias, foi registrado caminhando por uma estrada de terra em Peruíbe, no litoral de São Paulo, em um desdobramento crítico das investigações sobre o ataque ao tenente Ronickson Pimentel dos Santos, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). A circulação destas imagens, nesta terça-feira, 14/07/2026, intensifica o cerco das forças de segurança estaduais contra o foragido, que é considerado peça central na trama da emboscada.

As evidências visuais revelam Golias acompanhado de duas mulheres e uma criança no colo, no dia 30 de junho, por volta das 23h50. O suspeito, que possui histórico criminal por homicídio, tentativa de homicídio e roubos, está com mandado de prisão em aberto desde 3 de julho. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) mantém ativa a recompensa de R$ 50 mil por informações que auxiliem na sua captura.

A investigação aponta que o paradeiro de Golias está ligado a uma rede de apoio logística. O último ponto identificado pelas autoridades foi uma pousada em Peruíbe pertencente a Elenilson Misael da Silva, conhecido como Galego. Este último faleceu em 2 de julho, durante um confronto com a Rota. Enquanto a busca por Golias persiste, outros dois homens, Marcos Vinícius Dias Machado e Carlos Roberto Ferreira, permanecem em prisão temporária no 1º Distrito Policial de São Caetano do Sul, sob acusação de participação direta na emboscada ocorrida em 28 de junho.

A decisão judicial que expediu o mandado de prisão contra Golias também autorizou buscas em diversos endereços e a quebra de sigilos telefônico e telemático. O Ministério Público e a polícia sustentam que houve um planejamento estruturado para o atentado, incluindo logística de fuga e ocultação de provas. A preocupação atual das autoridades é evitar que o suspeito consiga deixar o estado de São Paulo ou evadir-se do Brasil, utilizando o suporte familiar como distração para os investigadores.

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