IA ATACA LULA

Flávio Bolsonaro usa vídeo de IA para acusar filho de Lula de desvios no INSS

Flávio Bolsonaro em uma simulação de vídeo de inteligência artificial como um soldado.
Flávio Bolsonaro em uma simulação de vídeo de inteligência artificial como um soldado.

Senador interpretou um soldado em vídeo gerado por inteligência artificial, associando Fábio Luís Lula da Silva ao esquema de "roubo dos velhinhos do INSS" e chamando o presidente de "turista".

Em uma movimentação que une tecnologia e crítica política, o senador Flávio Bolsonaro (PL) publicou na terça-feira, 7 de julho de 2026, um vídeo produzido por inteligência artificial (IA) em suas redes sociais. Na gravação, ele se apresenta como um soldado em uma missão para localizar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação visa associar Lulinha a um suposto esquema de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O vídeo, no qual Flávio Bolsonaro adota a alcunha de "Fox Bravo", simula um briefing de missão. Uma voz, representando a "torre" de comando, instrui o senador sobre a necessidade de investigar Lulinha, alegando que ele "roubou milhões de idosos no Brasil" e que as investigações da Polícia Federal (PF) estariam estagnadas. A narrativa enfatiza a urgência de intervir para que o "roubo dos velhinhos do INSS não fique impune".

Flávio Bolsonaro em uma simulação de vídeo de inteligência artificial como um soldado.
Na imagem, Flávio Bolsonaro como soldado em vídeo gerado por IA

A trama do vídeo leva "Fox Bravo" a uma suposta localização de Lulinha na Península Ibérica, onde ele seria encontrado jantando com a primeira-dama Janja da Silva. A voz da torre, então, corrige o alvo, identificando Lula como "presidente turista". A cena final mostra Flávio encontrando Lulinha em um ambiente luxuoso, com um controle de videogame, antes de declarar a missão cumprida e solicitar que a Polícia Federal seja informada.

Paralelamente à divulgação do vídeo, a situação de Lulinha é marcada por uma investigação da Polícia Federal sobre fraudes em descontos associativos do INSS. Recentemente, a PF solicitou mais tempo para concluir as apurações, citando restrições de efetivo e sem definir um prazo final. Em resposta, a defesa de Lulinha avalia a possibilidade de solicitar uma audiência com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, buscando o arquivamento do caso por suposta falta de provas. Segundo os advogados, mesmo com a quebra de sigilo, não teriam sido encontrados elementos concretos para justificar a continuidade das investigações.

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