INVESTIGAÇÃO NA PF

Lula defende silêncio de Lulinha em meio a inquérito no Supremo Tribunal Federal

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista ao podcast Inteligência Ltda. em 30 de julho de 2026.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que seu filho não deve comentar acusações. A declaração ocorre enquanto o ministro André Mendonça autoriza apuração sobre suposto tráfico de influência.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (30.jul.2026), que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, não deve comentar as acusações que enfrenta. Segundo o chefe do Executivo, seu filho está morando na Espanha e não precisa rebater o que classifica como uma campanha de difamação.

A fala ocorreu durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., na qual o presidente abordou as investigações que recaem sobre o primogênito. Lula argumentou que o filho é alvo de ataques recorrentes para minar sua imagem política desde 2006. Ao ser questionado sobre a conveniência de um pronunciamento público, o presidente negou a necessidade, sustentando que Lulinha assegura sua inocência e que se submeterá às instâncias legais como qualquer outro cidadão.

“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como o filho de qualquer pessoa. Não haverá privilégio. Jamais pedirei para um juiz não fazer a coisa correta”, afirmou o presidente, resgatando traumas familiares ligados a processos como a Lava Jato e o falecimento de sua ex-esposa, Marisa Letícia.

A manifestação de Lula coincidiu com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo Lulinha. A investigação busca esclarecer se o filho do presidente teria atuado em favor do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negociações voltadas ao Ministério da Saúde.

Conforme os documentos da investigação, a suspeita é que Lulinha teria intercedido para que o lobista fosse recebido na pasta ministerial para discutir contratos relacionados à cannabis medicinal, envolvendo a empresa World Cannabis, representada pela empresária Roberta Luchsinger. Embora o contrato não tenha sido concretizado, a PF investiga a natureza das interações entre os envolvidos. A defesa de Lulinha, em contato com o Poder360, negou qualquer conhecimento formal sobre o pedido da autoridade policial.

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