TARIFAS COMERCIAIS

Flávio Bolsonaro pede aos EUA que suspendam tarifa sobre produtos brasileiros

Foto do senador Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifesta contra tarifa de 25% em novo documento enviado aos EUA.

Senador enviou novo documento ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) defendendo a suspensão da medida, que considera prejudicial e com potencial de impacto político no Brasil.

O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reiterou ao governo dos Estados Unidos seu pedido contra a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Em um novo documento enviado ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), o senador defendeu a suspensão ou adiamento da medida, argumentando que ela pode gerar efeitos políticos no Brasil. A informação foi divulgada pelo Valor Econômico. A manifestação ocorreu na quarta-feira, 1º de julho de 2026, mesmo dia em que o governo brasileiro apresentou sua resposta oficial sobre o tema. Flávio Bolsonaro sustentou que sanções comerciais amplas afetam toda a sociedade e podem, inclusive, fortalecer politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com cerca de 19 páginas, o documento detalha que os Estados Unidos já possuem outros meios para lidar com violações comerciais, como sanções financeiras e restrições de visto. O senador avalia que tarifas generalizadas teriam um impacto econômico mais abrangente do que medidas direcionadas a indivíduos ou instituições específicas. Flávio Bolsonaro sugeriu o adiamento da implementação das tarifas para o período pós-eleições brasileiras e defendeu a abertura de canais de negociação. Segundo ele, a proximidade de um pleito poderia levar a interpretações políticas sobre a medida, independentemente de seu mérito técnico. O senador também ressaltou que a iniciativa americana não obteve os resultados esperados em ações anteriores contra o Brasil. Ele apresentou dados eleitorais para reforçar seu argumento sobre os reflexos políticos internos. A comunicação abordou ainda a relação comercial bilateral, citando o superávit dos Estados Unidos e questionando o papel de sistemas de pagamento brasileiros, como o Pix, na investigação em curso. Este envio ocorre em um contexto de crescentes tensões comerciais e diplomáticas, após declarações recentes do governo americano e respostas do Brasil sobre a investigação amparada pela Seção 301 da legislação comercial dos EUA.

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