TENSÃO NO ORIENTE
Guarda Revolucionária do Irã ataca bases militares no Kuwait e na Jordânia
Ações foram justificadas por Teerã como retaliação a bombardeios. Exército dos Estados Unidos nega danos a aeronaves e alega interceptação de projéteis.
A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou a autoria de bombardeios contra bases militares que abrigam forças estrangeiras, elevando a tensão no Oriente Médio. As operações ocorreram na quinta (30), quando o braço militar iraniano confirmou disparos contra a base de Ali Al-Salem, no Kuwait, e contra a base aérea de Muwaffaq Salti, na Jordânia.
Segundo o comunicado oficial da Guarda Revolucionária, o ataque à instalação na Jordânia visava hangares que abrigam caças F-35, equipamento avaliado em até US$ 100 milhões. O grupo alegou a destruição de aeronaves e a morte de oficiais norte-americanos. Contudo, o Exército dos Estados Unidos negou qualquer dano às aeronaves, sustentando que os mísseis foram interceptados ou não atingiram os alvos pretendidos.
A escalada de violência reflete a instabilidade na região. O regime de Teerã justificou as ofensivas como retaliação a bombardeios realizados pelos EUA contra território iraniano na noite de quarta (29), que teriam resultado na morte de civis e de três militares da Guarda Revolucionária. O episódio na Jordânia é particularmente sensível, visto que a base de Muwaffaq Salti já havia registrado a morte de três militares norte-americanos no último dia 18, um evento atribuído à falha de sistemas de defesa.
O cenário atual marca uma intensificação das hostilidades entre as duas nações após um breve período de calmaria. A troca de ataques, agora com frequência diária, levanta preocupações globais sobre a expansão do conflito para outros países do Oriente Médio, impactando diretamente a segurança de militares e populações civis na área.
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