IMPACTO SOCIAL
Flávio Bolsonaro: "Mudar salário mínimo é fake news de campanha"
Parlamentar do PL-RJ nega discussões internas e critica gestão econômica em meio à proposta do PLDO de elevar o mínimo para R$ 1.717.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou veementemente nesta sexta-feira, 08/05/2026, que sua equipe esteja discutindo qualquer mudança no salário mínimo do país, classificando as informações como "fake news de campanha". A pauta, que afeta diretamente a dignidade e o poder de compra de milhões de trabalhadores brasileiros, gera incerteza sobre o futuro do sustento familiar, especialmente após o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) ter apresentado em abril deste ano uma proposta para elevar o mínimo para R$ 1.717.
Em entrevista ao CNN 360º, o parlamentar desmentiu as alegações que circulavam sobre possíveis alterações no valor do piso nacional, que atualmente está em R$ 1.621. "Olha, não está em discussão essa questão de mudar o salário mínimo. É fake news que estamos discutindo isso na campanha. O plano de governo ainda nem me foi apresentado, então não tem como vazar algo que não existe", afirmou Bolsonaro, buscando dissipar as especulações que impactam a estabilidade financeira de inúmeras famílias.
Apesar da negativa, a discussão ganha força em um cenário onde o próprio PLDO indicou um possível reajuste de 5,9%, projetando o salário mínimo para R$ 1.717. Tal valor, se confirmado, representaria uma leve melhora no orçamento doméstico, mas ainda assim estaria sob a lupa da inflação e dos custos crescentes de vida, que corroem o poder de compra dos cidadãos.
O pré-candidato à Presidência foi além, ao argumentar que um eventual aumento do salário mínimo não traria um efeito prático positivo para a economia brasileira. Flávio Bolsonaro ilustrou sua visão com o crescimento alarmante da dívida pública, que expandiu em R$ 222 bilhões somente em março deste ano. "Só no mês de março, a dívida pública cresceu R$ 222 bilhões em apenas um mês, o que significa R$ 7,2 bilhões por dia. Uma insanidade o que esse governo faz: criar impostos a cada 37 dias e, quando aumenta a arrecadação, esfolando o bolso do contribuinte, eles gastam mais", detalhou, criticando a gestão econômica atual.
A preocupação com a economia e a inflação é constante na mesa dos brasileiros, que veem no salário mínimo o pilar de sua subsistência. A promessa ou a ausência de um reajuste significativo podem determinar a capacidade de acesso a itens básicos, moradia e saúde, reforçando a urgência e a relevância deste debate para a vida cotidiana de milhões.
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