COBRANÇA PÚBLICA
Flávio Bolsonaro exige CPI do Master e acusa base de Lula de blindagem
Senador critica recusa da base governista em assinar pedido e cita resistências do Centrão. Buscas em Ciro Nogueira marcam quinta-feira, 07 de maio de 2026.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) exigiu a imediata abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas fraudes no Banco Master, intensificando a pressão política nesta sexta-feira, 08 de maio de 2026. O parlamentar acusa a base do governo Lula de 'blindagem' e líderes do Congresso de obstruir a pauta, ecoando a necessidade de transparência e accountability em um escândalo que envolve figuras políticas proeminentes e que pode abalar a confiança pública nas instituições.
Em vídeo divulgado em suas redes sociais, o senador, que é pré-candidato à Presidência da República, cobrou celeridade do Congresso Nacional. "O que o Brasil espera é que tudo seja apurado até o fim, sem blindagem, sem acordão e sem proteção política. A CPI precisa sair do papel", declarou Flávio Bolsonaro. Ele ainda ironizou a recusa de parlamentares petistas em assinar o pedido de CPI: "Misteriosamente, a base de Lula se recusou a assinar. Medo do que pode aparecer?".
Apesar da veemência em relação ao Banco Master, chamou a atenção nos bastidores a ausência de menção direta a Ciro Nogueira (PP-PI) nas declarações de Flávio Bolsonaro. Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro e figura central na direita, foi alvo de buscas na quinta-feira, 07 de maio de 2026, como parte da nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema financeiro do banco. Em nota, Flávio Bolsonaro limitou-se a afirmar que considera "graves as informações" e que confia na condução do caso pelo ministro do STF, André Mendonça.
A efetiva instalação da CPI enfrenta obstáculos significativos, que transcendem a polarização entre PL e PT. Nos bastidores do Congresso, percebe-se uma forte resistência por parte dos presidentes Hugo Motta (Republicanos-PB), na Câmara, e Davi Alcolumbre (União-AP), no Senado. Ambos mantêm laços estreitos com lideranças do Centrão, cujos nomes surgem lateralmente nas articulações relacionadas ao caso Master.
Para que a comissão seja aberta, é necessário um número mínimo de assinaturas e a aprovação das mesas diretoras de ambas as Casas, que até o momento têm evitado avançar com o tema. A relutância em pautar a CPI reflete a delicadeza do assunto e o receio de desgastar figuras-chave da política nacional, comprometendo o avanço da investigação e a expectativa de elucidação para a sociedade.
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