REPERCUSSÃO POLÍTICA

"Ladrão": Flávio Bolsonaro é vaiado durante visita ao QG da Polícia Militar do Rio de Janeiro

Flávio Bolsonaro sendo vaiado por manifestantes
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante evento antes de ser vaiado por manifestantes no Rio de Janeiro.

Senador do PL-RJ, pré-candidato à Presidência, é alvo de manifestantes no Rio e de investigação do ministro Flávio Dino (STF) sobre suposto financiamento irregular do filme 'Dark Horse', com desdobramentos nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026.

Nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentou uma recepção hostil e foi publicamente repreendido por manifestantes, que o chamaram de “ladrão” durante visita ao Quartel-General da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A intensa reação popular irrompeu após o vazamento de áudios que o ligam ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro em um suposto esquema de financiamento do filme “Dark Horse”, uma obra biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Diante da gravidade das denúncias e da repercussão social, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma investigação preliminar, sob sigilo, para apurar o possível uso de emendas parlamentares na produção do longa, intensificando a pressão sobre a conduta de figuras públicas e o escrutínio sobre a origem de recursos em projetos políticos.

O incidente no Quartel-General da Polícia Militar do Rio de Janeiro, registrado em vídeo e amplamente compartilhado, mostra o senador sendo vaiado enquanto se dirigia a um evento. Essa manifestação da insatisfação pública surge na esteira da divulgação, na quarta-feira, 13 de maio de 2026, pelo The Intercept Brasil, de conversas que sugerem um elo entre o congressista e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro envolvido no escândalo Master. Os diálogos vazados, segundo a reportagem, estão diretamente relacionados ao financiamento da produção de “Dark Horse”.

Em sua defesa, Flávio Bolsonaro negou veementemente qualquer irregularidade nos aportes financeiros destinados ao filme. O senador explicou que os recursos provenientes do empresário configuram um investimento privado na produção da obra biográfica, com expectativa de retorno financeiro, e não se tratam de doação ou favor. Sua declaração busca afastar as acusações de desvio ou uso indevido de verbas.

Procurado pelo Poder360 para comentar o evento e a manifestação, o Quartel-General da Polícia Militar do Rio de Janeiro não se manifestou até a publicação desta reportagem. A equipe do jornal digital informou que o texto será atualizado caso uma resposta seja enviada.

A controvérsia escalou até o Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Flávio Dino, atendendo a um requerimento da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), abriu uma investigação preliminar para analisar as suspeitas sobre a aplicação de emendas parlamentares no financiamento do filme. Em um despacho anterior, datado de 21 de março de 2026, o ministro havia intimado a Câmara dos Deputados e os deputados Mário Frias (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) para que prestassem esclarecimentos.

Conforme o novo despacho, expedido nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, a Câmara, Bia Kicis e Marcos Pollon já apresentaram suas manifestações. Contudo, Mário Frias ainda não se pronunciou sobre o caso, mantendo um elemento de pendência na apuração que segue em curso.

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