ESTRATÉGIA 2026

Flávio Bolsonaro define nome para comunicação da campanha

Marcelo Lopes, publicitário e coordenador da comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
O publicitário Marcello Lopes comandará a comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Marcello Lopes assume a coordenação para a Presidência, com foco em pesquisas e nova imagem. Assume oficialmente até o início de junho.

Nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, o senador Flávio Bolsonaro confirmou a escolha do publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, para liderar a comunicação de sua pré-campanha à Presidência da República em 2026. A decisão estratégica visa remodelar a imagem do pré-candidato, buscando atenuar a associação com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e ampliar a aceitação junto ao eleitorado feminino e jovem, um movimento crucial que molda os contornos da corrida presidencial.

Marcelão, amigo de longa data de Flávio e um dos principais conselheiros de sua pré-candidatura, é proprietário da agência Cálix Propaganda e ex-policial civil do Distrito Federal. Ele prepara sua saída da empresa para assumir oficialmente a função até o início de junho, recebendo carta branca do senador para comandar toda a estratégia de comunicação da campanha. Isso inclui redes sociais, programas de rádio e televisão, e o relacionamento com a imprensa, embora ele evite o rótulo de marqueteiro.

Há cerca de duas semanas, Marcelão foi formalmente apresentado ao presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, e já deu início às primeiras definições da equipe. Procurado pela Folha de S.Paulo, o publicitário preferiu não se manifestar sobre os detalhes.

Fontes próximas às negociações indicam que Marcelão defendeu a formação de um time com profissionais experientes do mercado. Marcos Carvalho, especialista em estratégia digital, e Fernando Pessoa, assessor de longa data de Flávio, permanecem responsáveis pelas redes sociais.

Os integrantes da campanha afirmam que a comunicação será fortemente orientada por pesquisas qualitativas, ferramentas essenciais para medir as percepções espontâneas do eleitorado sobre o pré-candidato.

A avaliação interna da equipe revela que a principal fonte de resistência ao senador decorre da forte associação com seu pai, mas há convicção de que essa rejeição pode ser mitigada com ajustes estratégicos na imagem. Para diminuir a rejeição entre mulheres, a campanha tem intensificado a exposição da esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas do casal, visando reforçar a imagem do senador como “pai de menina”, slogan já utilizado em agendas públicas, como no lançamento da pré-candidatura de Marcos Rogério em Rondônia, em março, e em vídeo divulgado em 1º de maio.

Com 45 anos, Flávio também é posicionado como um nome mais jovem na disputa presidencial, com um dos motes da pré-campanha sendo a mensagem de que “o Brasil tem futuro”, em uma clara contraposição à idade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que completou 80 anos. Nos bastidores, assessores observam que episódios informais, como vídeos em que o senador aparece dançando de forma descontraída, contribuíram para transmitir uma imagem de maior leveza e espontaneidade.

A campanha estabeleceu, ainda, uma rede de apoio com deputados federais alinhados ao bolsonarismo, encarregados de reagir rapidamente a críticas e ampliar o alcance das mensagens nas redes sociais. Esse núcleo inclui nomes como Bia Kicis, Júlia Zanatta, Gustavo Gayer, Maurício Marcon, Carlos Jordy e Nikolas Ferreira, que participou de uma das reuniões por videoconferência.

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