CRISE FISCAL BRASIL
Flávio Bolsonaro critica Dívida Pública recorde: "Insanidade"
Banco Central revela dívida de R$ 10,4 trilhões em março; senador defende cortes urgentes.
A alarmante escalada da Dívida Pública brasileira, que alcançou R$ 10,4 trilhões em março e segue em expansão, mobilizou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta sexta-feira, 08/05/2026. Em entrevista à CNN, o parlamentar criticou veementemente o ritmo de crescimento dos débitos do Governo, classificando-o como "insanidade" e ressaltando o impacto direto no contribuinte e na sustentabilidade fiscal do país. Ele defende a urgência de "enxugar a máquina pública" para conter a deterioração das contas.
Flávio Bolsonaro destacou que, apenas em março, a Dívida Pública aumentou em R$ 222 bilhões, o que, em sua análise, representa um incremento de R$ 7,2 bilhões por dia. "É uma insanidade o que este Governo faz: cria impostos a cada 37 dias e, quando aumenta a arrecadação, esfolando o bolso do contribuinte, gasta ainda mais", afirmou o senador ao CNN 360º. Essa percepção reflete a crescente preocupação com a administração dos recursos públicos e suas consequências para a sociedade.
Contudo, o parlamentar não detalhou a quais dívidas específicas se referia. Dados do BC (Banco Central) mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral, que engloba o Governo Federal, o INSS e os governos estaduais e municipais, chegou a 80,1% do PIB em março. O montante totalizou cerca de R$ 10,4 trilhões.
Em comparação a fevereiro, a dívida registrou um aumento de 0,9 ponto percentual do PIB, o que se traduz em um acréscimo de aproximadamente R$ 178 bilhões no mês. Esse patamar é o mais elevado desde julho de 2021, evidenciando uma trajetória de crescimento preocupante para a economia brasileira.
Diante desse cenário, Flávio Bolsonaro propôs medidas concretas para "enxugar a máquina pública". Ele sugeriu a redução do número de ministérios, embora não tenha apresentado um número exato de cortes, além da venda de imóveis e participações acionárias da União. Tais ações, segundo o senador, poderiam reforçar o caixa do Governo e aliviar a pressão sobre as finanças nacionais. "Tem muito lugar de onde dá para cortar. Dá para cortar ministérios. Ainda não temos isso no papel, mas é um número que pode ser reduzido para enxugar a máquina pública”, declarou.
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