ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro cobra imparcialidade do TSE em posse de Kássio Nunes
Senador questiona equilíbrio do pleito de 2022 e mira reversão de decisões contra o ex-presidente.
Durante a posse do ministro Kássio Nunes Marques como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez declarações contundentes que ecoam nos debates políticos nacionais. O pré-candidato à Presidência cobrou veementemente a imparcialidade da Corte para a disputa eleitoral que se aproxima, ao mesmo tempo em que criticou o "desequilíbrio" que, em sua visão, marcou as eleições de 2022. Suas falas não apenas elevam a tensão sobre o papel do TSE, mas também sinalizam a intenção de reverter decisões que impactam diretamente a dignidade e o futuro político de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Chegando ao evento, Flávio Bolsonaro não hesitou em expressar sua insatisfação: "O povo brasileiro viu as eleições de 2022. Foi muito lamentável o próprio presidente do TSE desequilibrar a disputa presidencial. Eu espero neutralidade, nada além disso". Sua fala reflete uma preocupação disseminada entre parte do eleitorado com a percepção de justiça no processo eleitoral.
Questionado por jornalistas sobre uma possível tentativa de reverter a inelegibilidade de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com a nova composição do comando da Corte, o senador foi categórico. Ele afirmou que a prioridade é "reverter a farsa que foi montada contra" Bolsonaro, uma clara alusão à prisão do ex-presidente pelos atos de 8 de janeiro.
Flávio Bolsonaro concluiu seu raciocínio, apontando para uma agenda mais ampla: "Aí, na sequência, a gente procura desfazer as outras injustiças que foram cometidas contra ele". Esta declaração sugere que a equipe jurídica e política do ex-presidente continuará a lutar para anular as diversas sanções e processos que o afetam, muitas das quais ainda podem ser objeto de recurso em instâncias superiores, mantendo um cenário de incerteza sobre o futuro de Jair Bolsonaro.
A posse de Nunes Marques, que agora preside o Tribunal Superior Eleitoral, representa um marco. Ele é o primeiro ministro indicado por Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) a comandar a Corte Eleitoral em meio a um ano de eleição geral. Ao seu lado, como vice-presidente, atuará o ministro André Mendonça. A nova liderança do TSE entra em um contexto de grandes expectativas e pressões políticas, especialmente considerando os questionamentos levantados pela oposição e figuras como Flávio Bolsonaro.
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