EM BUSCA DA VITÓRIA

Flávio Bolsonaro afirma estar mais forte para disputar a Presidência contra Lula

Senador Flávio Bolsonaro em um púlpito durante um discurso.
Flávio Bolsonaro discursa em evento do PL, no Rio de Janeiro.

Senador Flávio Bolsonaro (PL) declara força política para 2026 e defende pautas de segurança e autonomia econômica brasileira durante evento em Rio de Janeiro.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou na sexta-feira, 3 de julho de 2026, que se encontra “mais forte que nunca” para a disputa pela Presidência da República, um embate direto contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A afirmação ocorreu durante o seminário de comunicação do PL, realizado no Rio de Janeiro. Embora não tenha mencionado Michelle Bolsonaro, em meio a recentes divergências públicas, Flávio Bolsonaro direcionou críticas ao governo federal e enfatizou propostas voltadas à segurança das mulheres.

“Isso aqui é projeto de Deus. Se não acreditasse nisso, jamais teria aceitado essa missão. Estou aqui mais forte que nunca e com a cabeça erguida. Para disputar a Presidência”, declarou o senador. Ele defendeu, em seguida, um endurecimento das leis contra criminosos e agressores de mulheres. “Vamos tratar bandido como bandido, o PCC como terrorismo. Defender as mulheres e deixar preso agressor de mulher. A herança que está sendo deixada é violência e imposto.”

A declaração acontece em um momento de repercussão de um vídeo divulgado por Michelle Bolsonaro, em que ela alega ter sido maltratada pelo enteado. Flávio busca mitigar os efeitos dessa crise, especialmente no eleitorado feminino, enquanto sua equipe de campanha considera a possibilidade de lançar uma candidata mulher para vice. No evento, o senador esteve acompanhado por importantes lideranças femininas do PL, incluindo as deputadas federais Bia Kicis e Chris Tonietto, que preside o PL Mulher no Rio de Janeiro.

Adicionalmente, Flávio Bolsonaro anunciou planos de viajar aos Estados Unidos para defender o Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, e contestar potenciais medidas comerciais que possam prejudicar o Brasil. “Nós defendemos o PIX porque o PIX é do Brasil, foi criado pelo presidente Bolsonaro, sem taxa. Eu vou lá para os Estados Unidos defender o nosso PIX, já que o atual presidente do Brasil está se lixando para as empresas brasileiras”, afirmou.

Esta semana, o senador já havia apresentado argumentos ao governo americano contra a proposta de sobretaxa sobre produtos brasileiros, alertando que tal medida poderia conceder a Lula uma "vitória política". A manifestação foi formalizada em um documento de 86 páginas enviado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), órgão responsável pela investigação comercial envolvendo o Brasil.

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