ELEIÇÕES E INSTITUIÇÕES

Flávio Bolsonaro aceita resultado eleitoral e confia em imparcialidade do TSE

O senador Flávio Bolsonaro gesticula durante entrevista na TV Band.
Flávio Bolsonaro durante evento em que levantou dúvidas sobre urnas brasileiras. — Foto: Reprodução/Jornal Nacional

Candidato à Presidência da República defende maior transparência no sistema de votação e admite equívoco sobre a empresa Smartmatic.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-DF), candidato à Presidência da República, declarou que acatará o resultado das eleições marcadas para outubro. A manifestação ocorreu durante entrevista concedida ao programa Canal Livre, da TV Band, na qual o parlamentar expressou confiança na atuação imparcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualmente sob a presidência do ministro Kassio Nunes Marques.

A postura pública de aceitação do pleito surge após uma trajetória marcada por questionamentos sobre a integridade do sistema eletrônico de votação. Segundo Flávio, o objetivo de suas críticas não é deslegitimar as urnas, mas pleitear o incremento de mecanismos de segurança e transparência. O senador reiterou que essa tem sido a pauta defendida por Jair Bolsonaro ao longo dos anos.

Durante a conversa, o candidato abordou episódios controversos, incluindo uma reunião com diplomatas estrangeiros na qual associou erroneamente as urnas brasileiras à empresa Smartmatic, supostamente envolvida em fraudes na Venezuela. Ao reconhecer o equívoco na declaração, o senador reafirmou sua demanda por camadas adicionais de proteção ao software eleitoral. O parlamentar também comentou a negativa de vistos a integrantes do governo dos Estados Unidos, fato noticiado pelo jornal The Washington Post, argumentando que a medida gera percepções de opacidade institucional.

O cenário político interno do clã também foi tema do programa. Questionado sobre a relação com Michelle, ex-primeira-dama, Flávio atribuiu a exposição de conflitos pessoais a uma suposta insegurança dela frente à sua candidatura. No âmbito jurídico e legislativo, o senador confirmou que, caso eleito, buscará aprovar no Congresso Nacional uma anistia para os envolvidos na trama golpista de 2022, medida que impactaria diretamente a situação de Jair Bolsonaro no atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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