RISCO FINANCEIRO
Fitch rebaixa avaliação do Digimais um dia antes de operação da PF
Agência de classificação de risco retira nota do banco investigado pela Polícia Federal por suspeita de fraudes e manipulação. Decisão ocorre em meio a incertezas sobre a venda da instituição.
{"blocks":[{"key":"34f8a","text":"A agência de classificação de risco Fitch rebaixou e retirou a avaliação do Banco Digimais na segunda-feira, 22 de junho de 2026, um dia antes da deflagração da Operação Miragem pela Polícia Federal. A instituição financeira é investigada por suspeita de fraudes e manipulação de informações sobre sua saúde financeira, conforme divulgado pela Folha de S.Paulo.","type":"unstyled"},{"key":"8g2p1","text":"A Operação Miragem foi deflagrada nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, com o objetivo de apurar possíveis crimes contra o sistema financeiro. Foram autorizados nove mandados de busca e apreensão. O banco pertence ao bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da RecordTV.","type":"unstyled"},{"key":"4k3b9","text":"Em relatório divulgado na segunda-feira, 22 de junho de 2026, a Fitch reduziu a nota nacional de longo prazo do Digimais de BB+(bra) para CCC(bra), indicando risco considerável. A nota de curto prazo foi de B(bra) para C(bra), patamar associado a elevado risco de inadimplência.","type":"unstyled"},{"key":"1m7n2","text":"A agência informou que deixará de acompanhar o banco, justificando a decisão pela ausência de informações financeiras suficientes, confiáveis e verificáveis para um monitoramento adequado. Segundo a Fitch, a margem de segurança do banco é muito baixa, com a possibilidade real de falha ou calote.","type":"unstyled"},{"key":"5p9o0","text":"O rebaixamento reflete incertezas consideráveis sobre o perfil financeiro do Digimais e restrições na avaliação da agência, decorrentes da falta de informações atuais e da limitada visibilidade sobre a estratégia do banco. A Fitch também citou uma disputa judicial envolvendo ativos ligados a um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), originados pelo Banco Master e pelo fundo EXP1, gerido pela Yards Capital. O fundo alega que parte dos ativos vendidos pelo Digimais não existe e pede a devolução dos valores, enquanto o banco afirma que os créditos existem, mas os repasses estão paralisados devido à situação do Banco Master.","type":"unstyled"},{"key":"2a6c7","text":"Incertezas sobre a venda do Digimais ao BTG Pactual, anunciada em abril, também foram apontadas pela agência. A conclusão da operação depende de aprovações regulatórias do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), além de tratativas envolvendo o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).","type":"unstyled"}]}
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